Datafolha aponta que 60% dos brasileiros esperam melhora na economia

Expectativa otimista é a mais alta desde outubro de 2022. Pesquisa mostra também que 66% esperam melhora em sua situação econômica pessoal.

Datafolha aponta que 60% dos brasileiros esperam melhora na economia
Expectativa de melhora na economia brasileira está em alta. Foto: Arquivo/Agência Brasil — Foto: Economia e pesquisa (Arquivo/Agência Brasil)

Pesquisa Datafolha mostra que 60% dos brasileiros esperam que a situação econômica do país melhore. É o percentual mais alto desde outubro de 2022.

Uma pesquisa do Datafolha mostra que 60% dos brasileiros esperam que a situação econômica do país melhore nos próximos meses. Conforme o levantamento, 19% acreditam que a economia ficará como está, 12% preveem piora e 8% não opinaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A expectativa otimista é a mais alta desde outubro de 2022, período que antecedeu o segundo turno das eleições daquele ano, quando chegou a 62%. A expectativa de piora é a menor de toda a série histórica, iniciada em 2019.

Há quatro meses, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas aos brasileiros nos dias 17 e 18 de junho, apenas 36% consideravam que a economia brasileira iria melhorar. Quando refletiam sobre sua situação pessoal, 51% dos entrevistados afirmavam acreditar em melhora.

Nesta rodada, o instituto entrevistou 2.520 pessoas em 154 cidades sob encomenda da Folha e da TV Globo. O trabalho está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-09709/2026.

A expectativa de melhora do país é observada nos dois campos políticos. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 60% esperam melhora, 14% imaginam piora, 18% dizem que ficará como está e 8% não souberam responder. No eleitorado de Lula (PT), o percentual de melhora é 66%, enquanto 7% esperam piora, 19% dizem que ficará como está e 7% não responderam. Em ambos os casos, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.

O otimismo também varia conforme escolaridade e região. Entre quem tem ensino fundamental, 67% esperam melhora, enquanto entre quem tem curso superior o índice é 51%. Regionalmente, o Centro-Oeste e Norte registram 68% de expectativa de melhora, o Nordeste 66%, o Sudeste 56% e o Sul 55%.

Quando refletem sobre sua situação econômica pessoal, 66% dos brasileiros dizem esperar melhora nos próximos meses, 25% avaliam que ficará como está e 5% preveem piora. Em junho, eram 51% de expectativa de melhora, 35% de estabilidade e 12% de piora.

A expectativa de melhora pessoal é maior entre jovens de 16 a 24 anos (72%) do que entre os que têm 60 anos ou mais (56%), e entre homens (69%) do que entre mulheres (63%). Entre eleitores de Lula, é 70%, e entre os de Flávio Bolsonaro, 65%.

No entanto, ao avaliar os últimos meses, 43% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país piorou, 31% avaliam que ficou como estava e 25% indicam que houve melhora. Em junho, 22% viam melhora, 45% percebiam piora e 32% indicavam estabilidade.

A percepção de piora da economia é de 77% entre eleitores de Flávio Bolsonaro, ante 7% no eleitorado de Lula. O índice também é mais alto entre evangélicos, conforme a pesquisa.

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