Em último bloco, candidatos ao governo de São Paulo abordaram resiliência climática, habitação e despoluição do Rio Tietê

Candidatos ao governo de São Paulo debateram saneamento básico, resiliência climática e habitação em último bloco de campanha
Os candidatos ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) abordaram saneamento básico e resiliência climática no quarto bloco de debate da campanha.
Tarcísio iniciou a discussão levantando o tema da resiliência hídrica. O governador citou ações para combater os efeitos das mudanças climáticas, como secas e incêndios sofridos no estado, e apresentou um plano de resiliência e adaptação climática para um eventual segundo mandato.
O candidato ressaltou planos de reassoreamento dos rios e estruturação da Defesa Civil para combater incêndios. Tarcísio cedeu a palavra a Haddad para debater o programa “Integra Tietê” e questionou: “Como vamos discutir a despoluição do [Rio] Tietê sem resolver o saneamento básico?”
Haddad respondeu criticando a privatização da Sabesp. O ex-prefeito de São Paulo citou o caso da Baixada Santista, em que a empresa orientou moradores a não beberem a água, e mencionou quatro mortes decorrentes de obras da estatal.
Tarcísio argumentou que lamenta as mortes, mas lamenta ainda mais a falta de acesso ao saneamento básico. O governador retomou a discussão sobre o marco do saneamento, citando que milhões de pessoas não possuem acesso ao serviço, e reafirmou investimentos em tratamento de saneamento em regiões antes pouco atendidas.
No tema habitação, Haddad utilizou o programa Minha Casa Minha Vida implementado na cidade de São Paulo e afirmou que usará o Plano Diretor, realizado durante seu mandato como prefeito, para ampliação ao interior do estado.
Tarcísio exaltou o trabalho do atual prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), ao responder sobre o déficit habitacional em São Paulo. O governador foi sorteado para fazer a primeira consideração final do debate.



