Presidente e governador precisam de maioria absoluta, enquanto senadores e deputados seguem regras distintas de votação.

Em 2026, a quantidade de votos necessários para se eleger varia conforme o cargo. Presidente e governador precisam de maioria absoluta dos votos válidos.
O número de votos necessário para conquistar um mandato nas eleições de 2026 varia conforme o cargo disputado e o sistema eleitoral adotado.
Para presidente e governador, a regra é a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais da metade sem considerar votos em branco e nulos. Se houver 20 milhões de votos válidos, por exemplo, serão necessários 10.000.001 votos para vencer no primeiro turno.
Caso ninguém atinja essa marca, os dois mais votados disputam segundo turno, no qual vence quem tiver mais votos válidos.
Para senador, a lógica é diferente. Em 2026, os senadores são eleitos pelo sistema majoritário de maioria relativa, em que é eleito o candidato que receber mais votos válidos na disputa, sem exigência de superar 50%.
Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, o cálculo é mais complexo. Os votos válidos são considerados na distribuição das cadeiras entre partidos e federações. O primeiro passo é calcular o quociente eleitoral, dividindo-se o total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa.
Em um exemplo prático, em um estado com 100 mil votos válidos e dez vagas, o quociente eleitoral será de 10 mil votos. Em seguida, calcula-se o quociente partidário, dividindo os votos da legenda pelo quociente eleitoral. A fração é desprezada, e o resultado indica quantas cadeiras o partido conquista nessa primeira etapa.
Se o Partido A tiver 37 mil votos, a conta será 37.000 dividido por 10.000, resultando em 3,7. Nesse caso, o partido terá direito inicialmente a três cadeiras. Uma legenda com 9 mil votos não alcançará o quociente eleitoral e não conquistará cadeira por essa etapa.
As vagas conquistadas pelo partido ou federação são ocupadas pelos candidatos mais votados da legenda.



