Campanhas de Cury, Caiado e Zema relatam decepção com ausência de TV aberta a dez dias do primeiro turno

Campanhas dos candidatos Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema veem o cancelamento como perda da última oportunidade de crescimento eleitoral antes do primeiro turno.
As campanhas dos candidatos da terceira via consideram o cancelamento do debate na TV Globo como a perda de uma última chance de apresentação ao eleitorado nacional. Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) apostavam na participação em TV aberta para reduzir o desconhecimento junto aos eleitores e frear o voto útil no primeiro turno.
Integrantes das campanhas relatam decepção com o cancelamento. Segundo relatos das equipes, as chances foram “implodidas com as bênçãos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), os líderes nas pesquisas.
A dez dias do primeiro turno, as equipes consideravam o debate crucial. O objetivo era apresentar os candidatos em um cenário dominado pela crise do Banco Master e pela polarização entre os dois principais concorrentes. A campanha de Caiado pretendia usar o espaço para nacionalizar seu nome, assim como a de Zema. Os dois são ex-governadores reeleitos em seus estados em 2022.
Zema registra potencial de voto de 3%, de acordo com a última Genial Quaest divulgada nesta semana, com dificuldade em indicar um sucessor no governo de Minas Gerais. Caiado concentra energias na sucessão no comando de Goiás.
Cury pretendia usar o debate para atacar o movimento de Flávio em favor do voto útil de maneira firme e sem agressividade, segundo interlocutores. A estratégia era reforçar o cenário provável de eleição de segundo turno e apostar na baixa rejeição do candidato.
Pesquisas de diferentes institutos demonstram a desidratação crescente do pelotão da terceira via. O embalo que Cury teve após o debate da Band não se sustentou e o candidato voltou ao patamar dos demais competidores.



