Jornalista Peninha é acusado após declarações que questionam direitos políticos do grupo evangélico
Jornalista Eduardo Bueno, o Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por discriminação religiosa contra evangélicos após declarações polêmicas.
Investigação e indiciamento de Eduardo Bueno por discriminação religiosa evangélicos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o indiciamento do jornalista Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, pelo crime de discriminação religiosa evangélicos. O processo apura declarações feitas em janeiro de 2026, nas quais Bueno afirmava que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e os classificava como “nefastos e desprezíveis”. A investigação foi iniciada após denúncia formal apresentada por representantes do Partido Novo, envolvendo a Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância.
Contexto e relevância social do indiciamento no cenário brasileiro
As declarações de Peninha ganharam destaque em um país onde os evangélicos representam atualmente mais de 26% da população, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados em 2025. O crescimento da comunidade evangélica ressalta a importância do tema no debate sobre direitos e respeito à diversidade religiosa. O caso evidencia tensões existentes no convívio social e o desafio de assegurar igualdade e respeito entre diferentes crenças no Brasil.
A atuação da Polícia Civil e as medidas judiciais adotadas no caso
Após o registro da notícia-crime, a Polícia Civil determinou a remoção do vídeo das plataformas digitais para evitar a propagação das mensagens discriminatórias durante o andamento das investigações. O indiciamento de Eduardo Bueno baseou-se no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/1989, que prevê punição para discriminação religiosa realizada por meio de comunicação social ou internet. A conclusão do inquérito será encaminhada ao Ministério Público Federal, que decidirá se oferecerá denúncia formal à Justiça.
Direitos políticos e o princípio da liberdade religiosa na democracia brasileira
Autoridades envolvidas no caso ressaltaram que o respeito à liberdade religiosa e o direito ao voto constituem pilares essenciais da democracia. O vereador Tiago Albrecht destacou que a discriminação com base em crença religiosa viola princípios constitucionais e não pode interferir nos direitos políticos dos cidadãos. A suplente de deputada federal Sâmila Monteiro reforçou que a proteção a essas garantias é fundamental para a convivência pacífica e pluralista da sociedade.
Perfil profissional e postura de Eduardo Bueno durante a investigação
Eduardo Bueno, de 67 anos, é jornalista, escritor e tradutor, graduado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Conhecido como Peninha, mantém um canal no YouTube com mais de um milhão de inscritos. Durante o interrogatório policial, Bueno optou por permanecer em silêncio. O caso continua em andamento e reforça o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o combate à intolerância religiosa no Brasil.





