Datafolha aponta aumento de influência de líderes religiosos no voto

Pesquisa mostra que 30% dos eleitores consideram opinião de pastores e padres na decisão eleitoral, com destaque entre evangélicos

Datafolha aponta aumento de influência de líderes religiosos no voto
Urna eletrônica e a Bíblia. Foto: Folha Gospel/IA — Urna eletrônica e a Bíblia. (Foto: Folha Gospel/IA)

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2) mostra crescimento na influência de pastores, padres e líderes religiosos na decisão eleitoral.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2) mostra que 30% dos eleitores brasileiros consideram que a opinião de líderes de sua igreja exerce alguma influência sobre sua decisão de voto, ante 23% registrado em julho.

O crescimento mais pronunciado ocorre entre evangélicos: 39% afirmam que a opinião de líderes de suas igrejas tem alguma influência sobre o voto. Entre católicos, o percentual é de 31%.

Pastores, padres e demais lideranças religiosas figuram entre os atores que passaram a ter maior peso declarado na decisão eleitoral ao longo da campanha. O levantamento indica, porém, que 70% dos eleitores afirmam que a opinião dessas lideranças não influencia sua escolha.

Outras fontes de informação também registraram crescimento de influência no período. A parcela que considera amigos próximos influentes na decisão passou de 36% em julho para 43% agora. Já os perfis acompanhados nas redes sociais subiram de 32% para 39%.

A imprensa também registrou aumento, passando de 38% para 42%. Entre familiares próximos, como cônjuges e filhos, as variações permaneceram dentro da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.506 pessoas com 16 anos ou mais, em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026.

O resultado adquire relevância particular no contexto de uma eleição na qual lideranças evangélicas têm participado publicamente do debate político e manifestado posições sobre candidatos e temas da campanha. O dado, porém, reflete autoevaluação dos eleitores sobre sua própria suscetibilidade a influências, não confirmando necessariamente que essas orientações sejam seguidas na prática.

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