Pela primeira vez, auditoria é feita no Tribunal Superior Eleitoral, verificando se votos inseridos correspondem aos registrados na simulação

TSE recebeu duas urnas do Distrito Federal para auditoria. Verificação é realizada desde 2002 e consiste em votação simulada com votos comparados ao resultado da urna.
O Tribunal Superior Eleitoral realizou neste sábado (3) o Teste de Integridade em duas urnas eletrônicas do Distrito Federal, marcando a primeira vez que parte da auditoria ocorre na sede do órgão.
O teste consiste em uma votação simulada. Votos são previamente registrados e depois comparados com o resultado produzido pela urna para verificar se há correspondência exata entre o que foi inserido e o que a máquina registrou.
O procedimento é executado desde 2002 como mecanismo de validação dos equipamentos eleitorais. Segundo o TSE, a inovação deste ano foi trazer parte da auditoria para o Tribunal, permitindo maior transparência e controle.
Ainda na manhã de sábado, o TSE verificou a integridade e autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados eleitorais. A conferência confirmou que os programas instalados no Tribunal correspondem exatamente aos que foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados.
Os códigos-fontes dos sistemas estão abertos para inspeção desde 2 de outubro de 2025. Eles foram examinados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro.
Durante a cerimônia, foi emitido relatório comprovando que nenhum voto havia sido registrado nas urnas até o momento de sua emissão, procedimento conhecido como “zerésima”.
Na cerimônia matinal foram verificados quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistot (Sistema de Gerenciamento da Totalização).



