Em 2022, 32,7 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, representando 20,79% do eleitorado, conforme destaca analista da CNN.

Abstenção no primeiro turno presidencial registra crescimento contínuo desde 2006, chegando a 20,79% em 2022, equivalente a 32,7 milhões de brasileiros.
A abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras registra crescimento contínuo desde 2006, com alta de quatro pontos percentuais até 2022.
Na última eleição presidencial, em 2022, o índice chegou a 20,79%, equivalente a aproximadamente 32,7 milhões de brasileiros que deixaram de comparecer às urnas, segundo análise da CNN Brasil.
A analista de Política Larissa Rodrigues ressaltou que os números chamam atenção pela magnitude. “A gente está falando aqui de 32 milhões de brasileiros que na última eleição presidencial em 2022 não foram às urnas”, afirmou. Em termos percentuais, isso representa um quinto do eleitorado brasileiro.
Os dados das últimas campanhas revelam uma tendência que mobiliza tanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto os próprios candidatos. Larissa Rodrigues lembrou que parte do eleitorado tem o voto facultativo, como adolescentes entre 16 e 18 anos e pessoas acima de 70 anos. No entanto, mesmo entre os brasileiros em faixa etária com voto obrigatório, a abstenção tem crescido.
Entre os motivos apontados estão o desânimo, viagens, outros compromissos ou a opção por justificar a ausência. O voto é obrigatório no país para a maior parte do eleitorado.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou tom que foi interpretado como convite direto para que os brasileiros comparecessem às urnas, de acordo com a análise. Larissa Rodrigues destacou que há expectativa de se aumentar o número de eleitores e que os votos válidos são fundamentais para o resultado da campanha.



