Zema leva celular à cabine de votação e será investigado pelo TRE-MG

Presidente do tribunal afirma que ato é irregular e pode gerar detenção; candidato à presidência justifica entrada com aparelho por hábito

Zema leva celular à cabine de votação e será investigado pelo TRE-MG
Romeu Zema votou em Araxá, em Minas Gerais, neste domingo (4) Foto: André Coelho/EFE

Candidato à presidência foi visto com telefone na cabine de votação em Araxá. Presidente do TRE-MG afirma que ato caracteriza crime e pode gerar pena de detenção.

Romeu Zema (Novo-MG), candidato à presidência, votou neste domingo (4) em Araxá, Minas Gerais, portando telefone celular dentro da cabine de votação, o que viola norma eleitoral e será investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou a jornalistas que o ato pode gerar pena de detenção. “Valem as regras, e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma opinião, para emitir um veredito, uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção”.

Zema justificou a entrada com o aparelho por hábito diário. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”.

Durante votação, Zema também criticou o Poder Judiciário. Afirmou que existe “um Judiciário capturado pelo PT que está sendo utilizado nesta eleição” e que continuará denunciando irregularidades. O ex-governador respondeu a processo do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Zema criticou decisões da Justiça Eleitoral sobre a candidatura de Deltan Dallagnol, que teve registro cassado e restabelecido na manhã de domingo (4). Argumentou que a instância trabalha em favor do PT e da candidata Gleisi Hoffmann ao Senado pelo Paraná.

A legislação eleitoral proíbe o porte de dispositivos eletrônicos nas cabines de votação para evitar registros de votos e interferências no processo. O TRE-MG deve apurar os detalhes do caso e emitir decisão sobre possíveis penalidades ao candidato.

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