Entorno do candidato do PL discute estratégia entre blindagem e aproveitar vantagem de dois pontos percentuais

Entorno de Flávio Bolsonaro se divide entre evitar debates para blindar rejeição ou aproveitar vantagem para rebater informações falsas
O entorno do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está dividido sobre sua participação nos debates televisivos do segundo turno. Enquanto um grupo defende que o candidato se blindar dos embates, outro sugere que ele aproveite a vantagem obtida no primeiro turno para rebater críticas.
Para um segmento da campanha, Flávio deve evitar os debates. A avaliação é de que, com a dianteira conquistada no primeiro turno, o objetivo deve ser impedir um aumento de sua própria rejeição. Segundo essa óptica, a estratégia ideal é focar em problemas reais do país e evitar uma disputa pautada por acusações sobre escândalos de corrupção e irregularidades administrativas. O alvo prioritário seriam os votos de Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Outro grupo na campanha argumenta de forma diferente. Justamente por ter uma vantagem de dois pontos percentuais, consideram que Flávio estaria em momento confortável para participar dos embates televisivos. A ideia seria aproveitar as oportunidades, sobretudo nos debates da TV Bandeirantes e da TV Globo, para rebater informações falsas e fazer acenos moderados ao eleitorado que receia um eventual mandato de Flávio no Palácio do Planalto.
Já o presidente Lula (PT) já sinalizou disposição em participar dos debates televisivos. Em desvantagem no primeiro turno, o candidato à reeleição tem afirmado que a disputa será do “tudo ou nada”. Para o entorno do petista, sua presença é estratégica para tentar aumentar a rejeição ao adversário e avançar sobre o eleitorado que preferiu a terceira via.
A campanha de Lula deve focar em expor Flávio sobre denúncias de corrupção e associação com facções criminosas. Além disso, o presidente deve fazer acenos aos candidatos de terceira via, incorporando propostas de Augusto Cury, por exemplo, em seu plano de governo.



