Ex-presidente da Câmara recebeu 32.075 votos e não conseguiu se reeleger. Tentativa era segunda candidatura do político.

Eduardo Cunha (Republicanos) não se elegeu deputado federal por Minas Gerais. Ele obteve 32.075 votos na eleição de domingo.
Eduardo Cunha (Republicanos), ex-presidente da Câmara dos Deputados, não conseguiu se eleger deputado federal por Minas Gerais na eleição realizada no domingo (4). Ele recebeu 32.075 votos na tentativa de retornar à Casa Legislativa que presidiu em 2016.
Na época em que exercia a presidência da Câmara, Cunha teve papel central para o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Durante a campanha para esta eleição, o ex-presidente recebeu apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
Esta é a segunda vez que Cunha tenta se eleger como deputado federal. Em 2022, transferiu seu domicílio eleitoral para concorrer pelo PTB em São Paulo, também sem êxito.
No início de setembro, o TRE-MG barrou a candidatura de Cunha. Contudo, a Justiça ainda não tinha proferido decisão final, o que permitiu ao político concorrer à eleição. Caso tivesse vencido, Cunha poderia não ser empossado ou eleito, dependendo de decisão da Justiça eleitoral sobre sua candidatura.
Segundo a rádio Itatiaia, Cunha lamentou ficar de fora da lista de eleitos. “Simplesmente sou vítima da situação de espalharem pelo estado inteiro que votar em mim seria perder o vigor pois estava impugnado. Além disso, o excesso de votos do Nikolas afetou diretamente a base que detinha, assim como afetou a votação da maioria dos candidatos que perderam voto.”
O TRE-MG é a instância responsável por julgar o registro de candidaturas no estado e processar eventuais impugnações. Decisões sobre inelegibilidade podem ser mantidas ou revertidas conforme análise de requisitos legais durante o processo eleitoral.



