Candidatos eliminados no primeiro turno anunciam apoios ou neutralidade. Flávio lidera com 47,03% e Lula tem 45,16%.

Candidatos derrotados no primeiro turno anunciam posições para o segundo turno entre Flávio e Lula. Zema reafirma oposição ao PT; Cury mantém neutralidade.
Com a confirmação do segundo turno presidencial entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), nesta terça-feira (5), os candidatos derrotados na primeira etapa começam a definir suas posições para a sequência da disputa. Flávio saiu na frente com 47,03% dos votos, enquanto Lula conquistou 45,16%.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) reafirmou a postura de oposição ao PT durante a apuração do primeiro turno. Segundo o candidato, “onde tiver PT”, ele e seu partido serão “do outro lado”. Embora havia expectativa pelo anúncio formal de apoio a Flávio Bolsonaro, Zema não citou nominalmente o senador do PL em sua primeira manifestação pública.
Zema destacou que a prioridade do partido foi o cumprimento da cláusula de barreira para garantir prerrogativas e recursos na próxima legislatura.
O escritor Augusto Cury (Avante) declarou que não apoiará nenhum postulante no segundo turno e manterá neutralidade. Segundo Cury, ele vai se “silenciar completamente” em relação aos dois nomes que avançaram na disputa. O candidato acrescentou que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu candidato a vice-presidente para declarar apoio a qualquer um dos lados.
Cury indicou ainda que não pretende dar continuidade à carreira política e descartou assumir cargos ministeriais em um futuro governo.
O postulante do partido Missão Renan Santos anunciou que não fará campanha para nenhum candidato e tampouco para o voto nulo. Ao comentar o resultado das urnas, afirmou que não faria diferença engajar-se na etapa final e orientou seus eleitores a agirem como preferirem. Renan avaliou que o cenário indica favorecimento ao candidato do PL no segundo turno.
Apesar de criticar o resultado do pleito, o candidato afirmou que não deixará a atuação política e pretende dar sequência à construção do seu partido para as próximas eleições.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado na corrida presidencial, informou que passará por alinhamento interno antes de formalizar qualquer posição. Caiado declarou que pretende manter sua coerência política, mas ponderou que só anunciará uma decisão após se reunir com Gilberto Kassab.



