Campanha de Lula admite erros em discurso após derrota no primeiro turno

Integrantes da campanha reconhecem que palanque foi restrito e concentrado em São Paulo, perdendo oportunidade de mobilizar lideranças regionais fortalecidas

Campanha de Lula admite erros em discurso após derrota no primeiro turno
Lula ao lado de aliados em discurso. Foto: Rebeca Ligabue/Metrópoles

Integrantes da campanha reconhecem erros no primeiro turno e planejam ampliar palanque com lideranças regionais para o segundo turno

Integrantes da campanha de Lula admitem erros na estratégia do primeiro turno, inclusive no discurso apresentado após o resultado desastroso das urnas nesta terça-feira (5). Segundo pessoas ligadas à campanha, o presidente perdeu uma oportunidade de mostrar força e capacidade de reação na abertura do segundo turno.

Lula apareceu cercado por Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad, aliados importantes que devem continuar próximos. Entretanto, conforme avaliação da campanha, o palanque precisava ser mais amplo e representar lideranças que saíram fortalecidas da eleição em diferentes regiões do país.

Depois de tantas derrotas, era necessário demonstrar que o campo de Lula também tinha vitórias e nomes capazes de mobilizar o eleitor. Aquele pronunciamento poderia ter transformado a força regional numa imagem de reação nacional, segundo a análise interna.

No Nordeste, estavam disponíveis lideranças como Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Rafael Fonteles, Cadu Xavier, Rui Costa, Jaques Wagner, Cid Gomes, Luizianne Lins, Humberto Costa, João Azevêdo, Marília Arraes e Veneziano Vital do Rêgo para mobilizar. No Norte, Helder Barbalho e Omar Aziz. No Sudeste, Renato Casagrande e Marília Campos. No Centro-Oeste, Leandro Grass.

A crítica interna é que o olhar permaneceu excessivamente concentrado em São Paulo. Num momento em que Lula precisava demonstrar disposição para uma virada, faltou representar o restante do país e oferecer aos apoiadores uma imagem capaz de disputar espaço com o clima de derrota.

Lula já começa a se movimentar para corrigir essa imagem. Encontros com lideranças que saíram fortalecidas das urnas devem começar nos próximos dias, entre elas Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins. A tendência é que o presidente amplie a participação desses aliados na campanha e procure transformar a força regional deles em mobilização para o segundo turno.

A escolha do palanque comunica o tamanho da reação que o candidato pretende organizar. Essas lideranças devem participar também da definição dos temas, da mobilização nas ruas e da disputa por votos, segundo integrantes da campanha que reconhecem a necessidade de correção de rota para o segundo turno.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress