Com 28 senadores, partido superará recorde anterior do MDB e consolidará maioria da direita na Casa

Com votação histórica nas eleições de 2026, o PL conquistará 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, superando recorde do MDB
O PL terá 28 senadores no Senado Federal a partir de 2027, conquistando a maior bancada de um partido desde a promulgação da Constituição de 1988. O resultado confirma a votação histórica do partido nas eleições de 2026, realizadas neste domingo (4 de outubro). Esse total representa pouco mais de um terço das 81 cadeiras da Casa.
O recorde anterior era do MDB (ex-PMDB), que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores. A votação do PL marca reversão no cenário político do país, consolidando a força da direita na Casa.
Ao reunir partidos aliados de direita — Novo, PP, Republicanos e PSDB —, o bloco alcançará no mínimo 45 senadores, atingindo maioria absoluta. De acordo com análises políticas, esse total é suficiente para abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a aprovação do impedimento exigirá 54 votos, o que demandará articulação adicional com partidos do Centrão.
O Centrão foi o grupo que mais perdeu espaço após as eleições. O PSD reduzirá sua bancada de 15 para cinco cadeiras, uma queda de dez senadores. O Podemos e o MDB também encolherão, perdendo três e dois senadores, respectivamente.
No espectro da esquerda, o recuo será menos acentuado. O PT manterá a mesma quantidade de congressistas — nove senadores —, assim como o PSB com quatro e a Rede com um. O PDT sofrerá redução, passando de três para um senador em 2027.
Duas cadeiras ainda podem sofrer alterações de partido em razão do segundo turno para governador, que ocorrerá em 25 de outubro. No Acre, caso Alan Rick (Republicanos) vença, Gemil Júnior (PSD) assumirá a vaga. No Amazonas, se Omar Aziz (PSD) vencer, Cheila Moreira (PT) poderá ocupar a posição como suplente.



