Lula perde capacidade de governar e STF sofre desgaste nas urnas, aponta análise

Segundo análise, presidente recusou compartilhar poder durante mandato, enquanto aliado no tribunal também enfrenta rejeição eleitoral

Lula perde capacidade de governar e STF sofre desgaste nas urnas, aponta análise
Lula durante campanha eleitoral. Foto: CNN Brasil — Foto: Análise: Flávio está "satisfeito" enquanto Lula cita "resultado inesperado"

Análise aponta que o presidente perdeu capacidade de governar mesmo que vença o segundo turno, enquanto STF também sofre desgaste similar ao do candidato governista.

Lula perdeu a capacidade de governar, mesmo que consiga vitória no segundo turno das eleições atuais, segundo análise. O Supremo Tribunal Federal (STF), principal aliado do presidente, também sofreu desgaste similar nas urnas.

A campanha presidencial atribui as dificuldades ao marqueteiro. A análise, porém, sugere que o próprio presidente seria o maior obstáculo, incapaz até aqui de compreender que estratégias do passado não funcionam mais.

Flávio se beneficia neste momento de uma onda que transcende o antipetismo, representando um cansaço generalizado do eleitorado. O candidato recebe apoios em sequência, a começar pelas forças do centrão, angariando votos em largas fatias do eleitorado que não se declaram ou identificam com bolsonarismo.

Apesar da altíssima taxa de rejeição, Flávio conseguiu resultados superiores aos de seu pai em setores importantes do eleitorado. Isso ajuda a explicar seu desempenho mesmo entre eleitores que não se vinculam ao bolsonarismo tradicional.

Lula continua apostando em estratégias que não funcionaram conforme previsto, como medidas eleitoreiras e reafirmação de seu próprio nome. A política brasileira é conhecida por ser um ambiente no qual poucos assumem riscos políticos e preferem apostar apenas quando têm certeza de quem será o vencedor. Este cenário favorece o candidato que já acumula apoios confirmados.

O STF, que operou como força aliada sem controle externo até agora, também enfrenta questionamentos sobre sua atuação eleitoral. Ainda não se conhece qual seria um plano concreto para reversão da situação atual.

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