Comentaristas da CNN analisam chances de Lula reverter desvantagem no segundo turno

Com 2% de diferença no primeiro turno, Lula enfrenta desafio numérico no dia 25 de outubro, segundo análise de especialistas

Comentaristas da CNN analisam chances de Lula reverter desvantagem no segundo turno
Comentaristas debatem caminhos das campanhas no segundo turno. Foto: CNN Brasil — Foto: Veja quais caminhos as campanhas de Flávio e Lula devem seguir no 2° turno

Vinicius Poit e José Eduardo Cardozo analisam na CNN as possibilidades de reversão no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Os comentaristas Vinicius Poit e José Eduardo Cardozo debateram nesta segunda-feira (5), no programa O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), as chances de Flávio Bolsonaro (PL) vencer ou de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir reverter o resultado do primeiro turno.

Com 100% das urnas apuradas, Flávio obteve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Vinicius Poit reconheceu que, apesar de suas preferências, a análise factual deve ser objetiva. “A gente está falando de quase 2% de diferença de votos no primeiro turno, de 2 milhões e 200 mil votos. É muito voto, mas não está decidido”, afirmou, segundo reportagem da CNN.

Segundo o comentarista, o PT buscará mobilizar os cerca de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, embora reconheça que parte desse contingente também pode se abster no segundo turno.

Poit destacou o desafio matemático enfrentado por Lula para reverter o resultado. Dos votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, o PT precisaria conquistar 68% desse total, enquanto Flávio precisaria de apenas 32% para manter a diferença. “Portanto, está muito difícil para o Lula virar esse jogo. Isso não quer dizer que está ganho. O Flávio tem que trabalhar duro”, ponderou.

Poit também apontou que o segundo turno deve ser marcado por debates mais acirrados, ressaltando a maior experiência de Lula nesse formato em comparação a Flávio.

José Eduardo Cardozo defendeu que uma virada ainda é perfeitamente possível. Para embasar sua análise, ele recorreu ao histórico das eleições de 2022, quando Jair Bolsonaro saiu atrás de Lula por 5,23% no primeiro turno e conseguiu reduzir essa diferença para 1,80% no segundo turno. “Basta que Lula consiga metade, mais um, desta diferença, para que efetivamente o quadro mude”, argumentou o comentarista.

Cardozo também destacou o papel dos chamados “palanques estaduais” no segundo turno. Com candidatos a governador e senador já eleitos no primeiro turno, esses políticos tendem a migrar seus apoios para um dos dois candidatos à presidência, o que pode alterar significativamente o cenário eleitoral. “A maior parte desses estados foi vencedora pelo bolsonarismo”, reconheceu, mas reforçou que Lula precisa fazer correções imediatas em sua campanha.

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