PSTU de Hertz Dias declara apoio crítico a Lula no segundo turno

Partido justifica voto contra Bolsonaro, mas critica governo petista por não derrotar extrema direita em 2022

PSTU de Hertz Dias declara apoio crítico a Lula no segundo turno
Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República. Foto: Divulgação — Foto: Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República  • Divulgação

O PSTU declara apoio crítico a Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que avança com 47,03% dos votos válidos

O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) declarou nesta quarta-feira (7) apoio “crítico” à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Hertz Dias, candidato do partido à Presidência, obteve 0,04% dos votos, o equivalente a 43 mil votos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Em vídeo publicado no Instagram, Hertz afirmou que a decisão não representa apoio ao governo petista ou à frente ampla formada em torno da candidatura.

“Nós compreendemos o que significaria um governo de Flávio Bolsonaro no Brasil diante da ofensiva que existe do imperialismo norte-americano na América Latina e contra o nosso próprio país. Significaria aprofundar os ataques ao conjunto da classe trabalhadora e todos os seus setores oprimidos”, justificou.

Hertz disse que um eventual governo de Flávio Bolsonaro representaria maior violência nas periferias, privatizações e aproximação com os Estados Unidos. O partido vê risco de restrição das liberdades democráticas.

“Um governo de Flávio Bolsonaro no Brasil não passaria de um governo fantoche do imperialismo norte-americano em solo brasileiro”, afirmou.

Ao justificar a ressalva ao apoio a Lula, Hertz disse que o PSTU considera que o governo petista não cumpriu a promessa de derrotar a extrema direita feita em 2022, que, segundo ele, “está mais forte”. Hertz afirmou também que a administração Lula governou em aliança com setores empresariais, banqueiros, agronegócio e partidos de centro e direita, além de ter adotado o arcabouço fiscal.

“É nesse sentido que nós estamos chamando o voto contra Bolsonaro, o voto crítico no PT”, afirmou.

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