Documento mostra que banco central dos EUA discordava sobre se aumento de juros era preventivo ou mais restritivo. Próxima reunião está marcada para 27 e 28 de outubro.

Ata da reunião de política monetária do Federal Reserve divulgada nesta quarta-feira (7) mostrou divisão entre membros sobre os rumos da inflação americana.
O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (7) a ata de sua última reunião de política monetária. Todos os participantes aprovaram o aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, conforme anunciado em 15 e 16 de setembro, mas os membros do banco central divergiram sobre os motivos que justificavam a decisão.
Segundo o documento, alguns participantes consideravam o aumento necessário para conter o impacto dos choques nos preços da energia e outros choques de preços. Outro grupo interpretava a medida como necessária para proteção contra a inflação emergente impulsionada pela demanda. As autoridades também discordavam se a ação representava uma medida essencialmente preventiva ou uma mudança para uma política monetária significativamente mais restritiva, destinada a frear investimentos e gastos.
A divisão nas interpretações sobre a situação atual da economia prenúncia um debate acirrado na próxima reunião de política monetária, marcada para 27 e 28 de outubro. Naquele encontro, o Federal Open Market Committee (FOMC) discutirá se a inflação assumiu uma dimensão mais ampla, impulsionada pela demanda, o que justificaria novas medidas do banco central neste momento.
“Muitos participantes enfatizaram que uma trajetória mais elevada para a faixa-alvo seria prudente do ponto de vista da gestão de riscos, servindo como garantia contra a inflação permanecer persistentemente acima da meta devido a uma demanda mais forte do que o esperado ou a novos choques adversos de oferta”, consta na ata.
A alternativa discutida seria adiar novos aumentos de taxa para observar se dados futuros indicam que os choques nos preços da energia, das tarifas e outros choques de preços estão diminuindo e que a inflação está voltando à meta de 2% do banco central. Alguns participantes consideraram que a taxa de juros mais alta aprovada em setembro é importante para impedir que choques recentes de energia tenham influência mais ampla sobre os preços.



