Lula desafia Flávio Bolsonaro a votar a favor do fim da escala 6×1

Presidente endureceu discurso de campanha nesta semana enquanto Senado discute PEC; votação está prevista para 15 de outubro

Lula desafia Flávio Bolsonaro a votar a favor do fim da escala 6x1
O presidente Lula durante reunião com apoiadores. Foto: André Borges/EFE

Lula cobrou publicamente o senador Flávio Bolsonaro e o PL para votarem a favor da PEC do fim da escala 6×1, que é discutida no Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu seu discurso de campanha nesta semana ao desafiar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. O desafio ocorreu durante reunião com apoiadores da véspera.

“Quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e a pedir para o PL votar favorável”, afirmou Lula.

O Senado realiza nesta quinta-feira (8) a terceira rodada de discussões sobre a matéria. Conforme cronograma divulgado, mais duas rodadas estão previstas para a semana seguinte, com votação marcada para 15 de outubro.

Lula também criticou a proposta alternativa apresentada por Flávio Bolsonaro, que estabelece negociação entre patrões e trabalhadores por horas trabalhadas em vez do modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso. O presidente qualificou esse modelo como um “acordo leonino”.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem criticado a proposta do governo e defendido que a discussão ocorra após as eleições. O senador acusa a PEC de ter caráter eleitoreiro e oportunista, conforme comunicado anterior. Contudo, ainda não revelou se votará a favor ou contra a matéria, nem como orientará a bancada do PL no Senado.

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do candidato, informou que a bancada ainda não definiu posição oficial. Marinho defendeu uma escala flexível como alternativa.

Além da PEC da escala 6×1, Lula cobrou a aprovação da PEC da Segurança Pública, que ampliaria a participação da União no combate ao crime organizado. O presidente defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública, argumentando que os estados não conseguiram enfrentar sozinhos o problema sob o modelo constitucional vigente desde 1988.

“Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui pra frente”, declarou Lula.

Na avaliação do presidente, a mudança constitucional ampliaria a atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal no enfrentamento ao crime organizado. Entre as medidas citadas está a transformação de 138 presídios regionais para fortalecer o sistema penitenciário federal.

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