Ato na Candelária e Cinelândia reuniu milhares de secundaristas e universitários convocados pela UNE para apoiar reeleição do presidente

Milhares de estudantes participaram de ato no Rio de Janeiro nesta quarta-feira para apoiar a reeleição do presidente Lula
Estudantes secundaristas e universitários participaram de uma manifestação no centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) para apoiar o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT). A concentração ocorreu na Candelária, de onde os participantes seguiram para a Cinelândia, praça onde fica o Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal. Segundo publicações nas redes sociais, o ato reuniu milhares de pessoas.
O evento foi convocado pela UNE (União Nacional dos Estudantes), que lançou uma campanha de apoio à reeleição de Lula. A decisão foi aprovada pela diretoria da entidade na terça-feira (6) para a disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Além do apoio a Lula, os participantes defenderam a ampliação da educação pública, a manutenção do Pé-de-Meia e investimentos no setor. A mobilização integra a estratégia da UNE de levar a campanha estudantil às ruas durante a disputa presidencial, com o nome “Estudantes com Lula pelo futuro do Brasil”.
A iniciativa prevê assembleias nas instituições de ensino e ações em espaços públicos, com orientação para que diretórios e centros acadêmicos organizem atividades também em bairros, periferias e estações de transporte. Além da manifestação no Rio de Janeiro, que deve se repetir em breve, a organização também planeja atos em Teresina, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Maceió, Recife e Vitória nos próximos dias.
Ao justificar o apoio, a UNE relacionou a continuidade de políticas educacionais à vitória do petista. A entidade citou programas de incentivo à permanência nos estudos e defendeu mais recursos para o ensino público. De acordo com comunicado da organização:
“Queremos universidades e institutos federais fortalecidos e com orçamento à altura de suas necessidades”.
A entidade também afirmou considerar uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro uma ameaça aos investimentos educacionais. O presidente disputará o segundo turno após um primeiro turno acirrado, em que obteve 45,16% (53.879.538 votos) contra 47,03% (56.104.503 votos) de Flávio Bolsonaro.



