Instituições financeiras têm até quarta-feira para resgatar R$ 1,3 bilhão retido de 26,5 milhões de contas

Instituições financeiras iniciam nesta sexta-feira a devolução dos saldos de apostadores das plataformas de apostas esportivas
As instituições financeiras iniciam nesta sexta-feira (9) a devolução dos saldos de apostadores que não retiraram dinheiro das plataformas de apostas esportivas até segunda-feira (5).
O prazo para as devoluções vai até quarta-feira (14). De acordo com a Gazeta do Povo, depois disso, a Caixa Econômica Federal passa a intermediar os casos em que houver dificuldades operacionais.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cerca de 26,5 milhões de apostadores deixaram dinheiro parado nas plataformas. O valor total soma R$ 1,3 bilhão. Desse montante, R$ 15,5 milhões estão distribuídos em 86,2 milhões de contas com saldo entre R$ 0,01 e R$ 0,99.
O presidente Lula assinou a medida provisória que extinguiu as bets em 25 de setembro, nove dias antes do primeiro turno das eleições.
No Supremo Tribunal Federal, entidades que representam o setor argumentam que o cronograma é muito curto. Sob a relatoria do ministro Luiz Fux, os processos pedem ao menos uma regra de transição. O Flamengo participou como amigo da corte e prevê perda de até R$ 430 milhões em contratos de patrocínio.
Desde a regulamentação, as bets ampliaram relações comerciais com o futebol brasileiro por meio de patrocínios e naming rights — contratos que associam o nome de uma marca a estádios ou competições. O Campeonato Brasileiro passou a se chamar Brasileirão Betano e a Copa do Brasil virou Copa Betano do Brasil. Em Salvador, a Arena Fonte Nova passou a se chamar Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Em Natal, a Casa de Apostas Arena das Dunas tem contrato válido até 2029. Só os patrocínios das casas de apostas aos clubes da Série A superaram R$ 1 bilhão em 2025, segundo levantamentos do setor.
As bets passaram a ter aval jurídico no Brasil por uma lei sancionada por Michel Temer em dezembro de 2018. O prazo para regulamentação expirou sem que Jair Bolsonaro editasse normas. Em julho de 2023, Lula editou uma medida provisória sobre o tema.



