IBGE registra desemprego de 5,2% no Brasil no terceiro trimestre

Taxa fica em linha com previsões e recua em relação aos trimestres anteriores. População ocupada atinge recorde de 103,6 milhões.

IBGE registra desemprego de 5,2% no Brasil no terceiro trimestre
Carteira de trabalho. Foto: Equipe InfoMoney

Taxa de desemprego ficou em 5,2% nos três meses até setembro, conforme informou o IBGE nesta sexta-feira, em linha com expectativa do mercado.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,2% no período.

O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre de 2026 e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025. O resultado corresponde a 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, queda de 4,0% (menos 234 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas). A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas).

Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas.

O contingente de empregadores atingiu o recorde de 4,5 milhões de pessoas ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas). “Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades. Esses, que por muitas vezes foram trabalhadores por conta-própria, conseguiram crescer e ampliar o número de pessoas ocupadas, logo contribuindo também para a redução da desocupação”, analisou Kratochwill.

Recorde também no número de empregados no setor público, que chegou a 13,2 milhões, ficando estável no trimestre e crescendo 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas). De acordo com Kratochwill, o aumento de ocupados na educação como professores de ensino pré-escolar, fundamental e médio acrescentou cerca de 45 mil pessoas. A atividade da administração pública e regulação da política econômica e social municipal também contribuiu ao contratar cerca de 30 mil pessoas como escriturários gerais, analistas de sistemas e recepcionistas em geral, entre outros.

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