Tereza Cristina é sugerida a Flávio para o Itamaraty como alternativa a Eduardo

Senadora do PP-MS ganha força nos bastidores da campanha do PL para assumir o Ministério das Relações Exteriores em eventual governo.

Tereza Cristina é sugerida a Flávio para o Itamaraty como alternativa a Eduardo
Senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS). Foto: Roque de Sá/Agência Senado — Foto: Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tereza Cristina (PP-MS)  • Roque de Sá/Agência Senado

Nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ganha força nos bastidores de ala da campanha de Flávio Bolsonaro para assumir Ministério das Relações Exteriores.

O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ganha força nos bastidores de uma ala da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para assumir o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo.

A sugestão de Tereza Cristina surge como alternativa à possibilidade de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, ser indicado para chanceler caso Flávio seja eleito presidente. Conforme apurado, o candidato do PL estuda e gosta da ideia de transformar o irmão em chanceler, mas enfrenta resistência de parte da campanha.

Para integrantes dessa ala da campanha, a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro tem peso político e senioridade para assumir a pasta. O argumento é que indicar Eduardo significaria contratar uma crise logo na largada de uma eventual gestão de Flávio.

Nesta quinta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O magistrado pediu também o cancelamento de seu passaporte. Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada.

Segundo o STF, o ex-deputado usou sua influência nos Estados Unidos para tentar interferir no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação de interlocutores de Flávio, Tereza Cristina também tem como ativo uma boa relação com a China, construída quando comandou o Ministério da Agricultura. Em meio à pandemia de Covid-19 e às críticas de Jair Bolsonaro ao país asiático, a hoje senadora assumiu o diálogo com autoridades chinesas.

Apesar da proximidade com a gestão de Donald Trump nos Estados Unidos, Flávio afirmou que quer manter uma relação pragmática com a China, se eleito: “A minha relação (com a China) vai ser sempre pragmática economicamente. Eu vou fazer o que for melhor para a nação brasileira, diferente do atual governo, que declara guerra aos Estados Unidos e lambe bota da China.”

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