Lula e Flávio fazem carreatas para mobilizar eleitores no segundo turno

Com 21 dias até o pleito, candidatos usam mobilizações de rua para diminuir abstenção e demonstrar força nas regiões

Lula e Flávio fazem carreatas para mobilizar eleitores no segundo turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Ricardo Stuckert/Carlos Moura/Agência Senado

Candidatos à Presidência integraram carreatas em suas agendas no sábado (10) como estratégia para engajar eleitores e reduzir abstenção

No sábado (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) integraram carreatas em suas agendas de campanha para demonstrar força aos eleitores. Com 21 dias até o segundo turno, os candidatos veem as mobilizações de rua como estratégia central para engajar o eleitorado.

Denilde Holzhacker, cientista política e professora da ESPM, explicou o funcionamento das carreatas no contexto eleitoral. “É um dos pontos centrais de engajamento para diminuir a abstenção. Grupos específicos em regiões específicas, mostrar a força”, afirmou.

Flávio Bolsonaro participou de carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde defendeu a redução da maioridade penal. No mesmo dia, o presidente participou de carreata em Natal ao lado de Cadu de Lula (PT). Durante o evento, Lula criticou o “tesouraço” de seu adversário, afirmando que o corte de gastos públicos será feito em cima de programas sociais.

Segundo especialistas, as carreatas têm importância estratégica em uma campanha de curto prazo. A candidatura de Lula se voltou para a mobilização para mostrar competitividade. “A candidatura do Lula teve que se voltar para a mobilização e mostrar que é uma campanha que tem competitividade, que não perdeu”, argumentou Holzhacker. “Acho que a gente tem a mobilização forte nas redes sociais, que é parte da estratégia, mas mostrar nas ruas e mostrar que tem apoiadores e que as candidaturas têm engajamento é um ponto importante.”

Mayra Goulart, cientista política e professora da UFRJ e coordenadora do Lappcom (Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada), descreveu o perfil dos eleitores indecisos. “São pouco conectados com política, que ainda não estão capturados em nenhuma bolha de dissonância cognitiva e nem tem interesse particular, não vão atrás de informação.”

Para Goulart, eventos de rua podem ter efeito sobre esses eleitores. “Por isso que esses eventos de rua podem, sim, ter efeito. O que a gente não consegue estimar é se é um efeito positivo ou negativo.”

Holzhacker ressaltou o fator psicológico das mobilizações. Além do trabalho nas redes sociais, as ações presenciais demonstram vitalidade e energia em uma campanha de segundo turno, indicando que as candidaturas mantêm engajamento e apoiadores.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress