Unidade será reorganizada com novos móveis e orientação psicológica após invasão que deixou 13 menores em refém.

Equipes da Secretaria Municipal da Educação realizaram limpeza, pintura e reorganização do espaço neste sábado após invasão.
A Prefeitura de Curitiba mobilizou equipes da Secretaria Municipal da Educação neste sábado (10) para reformar o CMEI São Braz após invasão ocorrida na sexta-feira (9), quando 13 crianças foram feitas refém.
A unidade receberá novos mobiliários e terá as salas reorganizadas para acolher as crianças em um espaço renovado. A previsão é que as atividades sejam retomadas na próxima quarta-feira (14), conforme informou a administração municipal.
A reorganização dos ambientes segue orientação de psicólogos, com objetivo de minimizar o trauma vivido pela comunidade escolar. A proposta é preparar as salas para que as crianças encontrem um espaço diferente na volta às aulas.
Além das mudanças na estrutura física, a Secretaria Municipal da Educação mantém contato com as famílias para identificar necessidades e oferecer suporte. O atendimento psicológico está entre as medidas disponibilizadas pela Prefeitura.
Quatro crianças precisaram ser encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e receberam alta, estando bem e em segurança com seus familiares, conforme a Prefeitura.
A administração municipal também prepara novas medidas para reforçar a segurança nas unidades municipais de ensino. Na próxima terça-feira (13), o prefeito Eduardo Pimentel reunirá representantes das áreas de Educação, Defesa Social e Guarda Municipal para avaliar alternativas.
Entre as ações previstas está o reforço do patrulhamento da Guarda Municipal no entorno do CMEI São Braz. Atualmente, Curitiba conta com controle de acesso nas 240 unidades de Centros Municipais de Educação Infantil e nas 188 escolas municipais, com identificação dos visitantes.
Em situações de emergência, as equipes podem acionar o apoio da Guarda Municipal. Segundo a administração, a atuação das equipes escolares e a integração entre os órgãos de segurança, educação, saúde e Defesa Civil contribuíram para retirar outras crianças do local e reduzir os riscos durante a ocorrência.


