TSE suspende derrubada do canal Exército do Lula criado por Janones

Corregedor Ricardo Villas Boas Cueva restabeleceu provisoriamente o funcionamento do canal no WhatsApp até análise do plenário da Corte Eleitoral.

TSE suspende derrubada do canal Exército do Lula criado por Janones
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, teve decisão suspensa pelo corregedor. Foto: Campanha de Flávio contesta corregedor por decisão sobre Exército do Lula — Foto: Campanha de Flávio contesta corregedor por decisão sobre "Exército do Lula"

O corregedor do TSE suspendeu decisão que determinava a derrubada do canal criado por André Janones. Caso segue para análise do plenário da Corte.

O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu na tarde de domingo (11) a decisão que determinava o encerramento do canal “Exército do Lula”. O canal havia sido criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) como ferramenta de mobilização para a campanha presidencial.

A decisão suspensa havia sido tomada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, atendendo a uma ação movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A medida determinava a suspensão do canal até o fim do segundo turno das eleições presidenciais e solicitava que o Facebook, empresa que gerencia o WhatsApp no Brasil, apresentasse relatório com todas as mensagens publicadas e informações sobre outros canais criados ou administrados por Janones desde 5 de outubro.

Em seu despacho, Nunes Marques havia declarado a mobilização de Janones como “lícita” mas considerava que a estrutura estivesse sendo usada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”.

Cueva, em sua decisão, argumentou que uma suspensão integral do canal exigiria a demonstração “da extensão e da reiteração das condutas, de sua efetiva vinculação ao meio de comunicação atingido e, especialmente, da insuficiência de providências menos restritivas, dirigidas às publicações individualizadas”. O corregedor considerou que a suspensão foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória.

“Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, argumentou o corregedor.

O “Exército do Lula” foi criado após o resultado do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a margem estreita e o alto nível de abstenção registrado, ambas as campanhas intensificaram estratégias de mobilização do eleitorado através de diversos canais de comunicação online.

O caso agora segue para análise do plenário da Justiça Eleitoral, que deverá examinar a controvérsia e decidir sobre o futuro do canal.

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