Mendonça determina que CUT apague cinco posts críticos a Flávio Bolsonaro

Ministro do TSE atendeu pedido do candidato do PL. Publicações questionavam planos de governo e associavam Flávio a grupos criminosos.

Mendonça determina que CUT apague cinco posts críticos a Flávio Bolsonaro
Ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça em Sessão Extraordinária. Foto: undefined — Foto: Ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça em Sessão Extraordinária  • undefined

O ministro André Mendonça, do TSE, ordenou que a CUT apague cinco publicações críticas ao candidato Flávio Bolsonaro. A decisão atendeu pedido da campanha bolsonarista.

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (11) que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) apague cinco publicações críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A decisão atendeu a um pedido da campanha bolsonarista.

A primeira postagem ordenada para remoção associa Flávio ao grupo criminoso “Escritório do Crime” e a milícias. A publicação utilizava imagens do miliciano Adriano da Nóbrega e de outros homens armados, acompanhadas de uma placa com o nome de Marielle Franco.

Outra publicação que deverá ser apagada propunha comparação entre as candidaturas de Flávio e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o candidato bolsonarista congelaria o salário mínimo e as aposentadorias.

A terceira postagem eliminou pela ordem do TSE afirmava que o plano de governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro coloca em risco as aposentadorias e fala em possível desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo.

O pedido da campanha também incluiu uma publicação que sustentava que a eleição de Flávio faria o Pix deixar de funcionar. A CUT utilizava como argumento a “submissão” do filho de Bolsonaro aos interesses e pressões dos Estados Unidos.

A última postagem mencionada afirmava que Flávio extinguiria a folga semanal dos trabalhadores e poderia abandonar a perspectiva de extinção da escala de trabalho 6×1.

A reportagem entrou em contato com a CUT, mas a entidade ainda não tinha uma nota de posicionamento no momento da publicação.

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