Candidatos a presidente buscam eleitorado católico no feriado de Nossa Senhora Aparecida, com vices confirmados em cerimônias no santuário paulista.

Candidatos à Presidência estruturam agendas no feriado de Nossa Senhora Aparecida com presença de vices em cerimônias religiosas.
Os candidatos a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estruturam agendas de campanha para o feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida nesta segunda-feira (12). Ambos têm eventos religiosos previstos em Brasília (DF), com possível proximidade entre as ações.
Os candidatos a vice-presidente foram escalados para marcar presença nas cerimônias da Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSB) integra a chapa presidencial do petista, enquanto Alfredo Gaspar (PL) compõe a do candidato do PL.
As campanhas atuam com cautela para evitar narrativas de que estariam usando o momento de celebração da fé para fins meramente eleitoreiros. Flávio irá a uma missa na Catedral de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, às 11h. A equipe do PT indica que Lula deve acompanhar atos também na mesma região central da capital federal.
Flávio buscou reforçar o alinhamento com alas mais religiosas. Na última quinta-feira (8), o senador e Gaspar fizeram uma “visita institucional” ao Arcebispo Metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, e receberam uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. No fim de semana, o senador também foi a um evento de aniversário de uma igreja evangélica no Rio de Janeiro.
Lula, por sua vez, não teve agendas religiosas e iniciou no sábado (10) uma sequência de compromissos para tentar reverter a desvantagem em relação a Flávio, começando por manifestações. No domingo (11), o atual presidente da República esteve presente em ato organizado pela União Nacional dos Estudantes, na Avenida Paulista, onde defendeu o fim da escala 6×1.
No fim de setembro, foram veiculados nas redes sociais conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro a um projeto que previa a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país. O senador desmentiu a informação em suas redes sociais no dia 24, horas depois do início da repercussão da fake news.



