Brent sobe 1,2% e ultrapassa US$ 106 o barril enquanto Kiev acusa Moscou de violar acordo e Houthis atacam Arábia Saudita

Brent sobe 1,2% e negocia acima de US$ 106 o barril nesta segunda-feira (12). WTI avança 1,2% a US$ 93.
Os preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (12) com mercados digerindo anúncio de cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia. Por volta de 8h40, o barril tipo Brent subia cerca de 1,2%, negociado a US$ 106, enquanto o WTI valorizava 1,2%, a US$ 93 o barril.
Donald Trump afirmou neste domingo (11) que as duas nações concordaram com o que chamou de “cessar-fogo energético”. “Com efeito imediato, está em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As duas partes concordaram. Não o violem!”, publicou o presidente norte-americano em rede social, sem detalhar o acordo.
Nesta segunda, porém, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, acusou a Rússia de violar o cessar-fogo após ataque contra usina termelétrica na cidade de Kharkiv. Zelensky pediu que Washington garanta o cumprimento de qualquer acordo por Moscou.
O Kremlin rejeitou proposta de cessar-fogo de 60 dias feita por Zelensky para permitir que o país realizasse eleições presidenciais, afirmando que buscava, em vez disso, um acordo de paz abrangente.
Os mercados também acompanham acordo dos EUA para compra de diesel da Rússia, anunciado por Trump na sexta-feira (9) para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Segundo o presidente norte-americano, o contrato prevê fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado norte-americano e internacional. Trump afirmou que a Rússia entregará mais 3 milhões de toneladas do combustível em curto período, a depender das condições de suas refinarias.
Novos ataques no Oriente Médio impedem alívio maior nas cotações. No sábado (10), os rebeldes iemenitas Houthis voltaram a atacar com mísseis a capital da Arábia Saudita, Riade. A agressão deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, segundo a Autoridade de Aviação Civil do reino. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, informou a autoridade de aviação civil saudita.



