TSE suspende canal Exército do Lula após pedido de campanha de Flávio

Ministro Kássio Nunes Marques atendeu à petição no sábado e determinou bloqueio até 25 de outubro. Decisão foi depois suspensa pelo corregedor.

TSE suspende canal Exército do Lula após pedido de campanha de Flávio
Disputa judicial entre campanhas de Flávio e Lula se intensifica no segundo turno — Foto: Daniel Vorcaro depõe à PF sobre BRB na quinta-feira (15)

Campanha de Flávio Bolsonaro pediu derrubada do canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones. Tribunal atendeu ao pedido, mas decisão foi suspensa horas depois.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” neste sábado (10). O canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu 3,2 milhões de seguidores em cerca de uma semana.

Segundo a petição encaminhada à presidência do TSE, os conteúdos divulgados pelo canal eram falsos e coordenavam uma estrutura de disseminação de desinformação e ataques contra Flávio. O pedido solicitava não só a exclusão do canal como o banimento da conta de Janones até o final do segundo turno.

No domingo (11), o ministro presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, atendeu ao pedido e determinou a suspensão do canal e da conta de Janones até o fim de 25 de outubro. A decisão também ordenava que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresentasse um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados desde 5 de outubro pela conta de Janones.

Horas depois, porém, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente do tribunal.

Paralelamente, a campanha de Lula entrou com representação na Justiça Eleitoral alegando que as postagens da coligação nas redes sociais sofrem de “seletividade algorítmica” da Meta, empresa responsável por Instagram e Facebook. Segundo a campanha, essa seletividade leva à manipulação da entrega de conteúdos e beneficia o principal adversário na disputa ao Palácio do Planalto.

As duas campanhas também reforçam estratégias nas redes sociais. Lula passou a gravar vídeos em formato selfie e levou influenciadores ligados ao PT para Brasília. Flávio realiza transmissões ao vivo de forma semanal e convoca apoiadores a ampliar o alcance de publicações a seu favor. Os dois lados trocam acusações de desinformação coordenada, uso irregular de inteligência artificial e remuneração de perfis.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress