Ministro Kássio Nunes Marques atendeu à petição no sábado e determinou bloqueio até 25 de outubro. Decisão foi depois suspensa pelo corregedor.

Campanha de Flávio Bolsonaro pediu derrubada do canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones. Tribunal atendeu ao pedido, mas decisão foi suspensa horas depois.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula” neste sábado (10). O canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu 3,2 milhões de seguidores em cerca de uma semana.
Segundo a petição encaminhada à presidência do TSE, os conteúdos divulgados pelo canal eram falsos e coordenavam uma estrutura de disseminação de desinformação e ataques contra Flávio. O pedido solicitava não só a exclusão do canal como o banimento da conta de Janones até o final do segundo turno.
No domingo (11), o ministro presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, atendeu ao pedido e determinou a suspensão do canal e da conta de Janones até o fim de 25 de outubro. A decisão também ordenava que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresentasse um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados desde 5 de outubro pela conta de Janones.
Horas depois, porém, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente do tribunal.
Paralelamente, a campanha de Lula entrou com representação na Justiça Eleitoral alegando que as postagens da coligação nas redes sociais sofrem de “seletividade algorítmica” da Meta, empresa responsável por Instagram e Facebook. Segundo a campanha, essa seletividade leva à manipulação da entrega de conteúdos e beneficia o principal adversário na disputa ao Palácio do Planalto.
As duas campanhas também reforçam estratégias nas redes sociais. Lula passou a gravar vídeos em formato selfie e levou influenciadores ligados ao PT para Brasília. Flávio realiza transmissões ao vivo de forma semanal e convoca apoiadores a ampliar o alcance de publicações a seu favor. Os dois lados trocam acusações de desinformação coordenada, uso irregular de inteligência artificial e remuneração de perfis.



