Flávio Bolsonaro tem ao menos 15 nomes cotados para equipe econômica

Após vitória no primeiro turno, senador avalia indicações que incluem ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro e executivos do mercado financeiro.

Flávio Bolsonaro tem ao menos 15 nomes cotados para equipe econômica
Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno das eleições presidenciais. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Com vitória no primeiro turno, Flávio Bolsonaro avalia nomes para ministérios de economia, incluindo ex-presidente do Credit Suisse e executivos.

Após a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais, circulam nos bastidores nomes cotados para a equipe econômica de um eventual governo do senador. De acordo com a Gazeta do Povo, entre os possíveis indicados estão membros da equipe de campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL).

O senador já declarou que deve reduzir a estrutura do primeiro escalão do governo, dos atuais 39 para 27 ministérios. Em agosto, a coordenadora da área econômica da campanha do PL, Daniella Marques, informou que um eventual governo de Flávio teria entre 20 e 25 pastas.

Para o Ministério da Fazenda, um dos nomes mais citados é o de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e atual sócio da gestora QSM Capital. Seu nome teria apoio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Kayath nega ter discutido a indicação.

Outro possível indicado é Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, considerado um gestor liberal pragmático com habilidade para construir pontes. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central entre 2019 e 2024, também teria sido sondado para assumir a pasta. Depois de deixar o BC, começou a atuar no Nubank. Mais recentemente, o fato de ter sido citado no caso do Banco Master teria tornado sua entrada na equipe menos interessante para a campanha.

Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, e Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, também aparecem como possibilidades. Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro, integra a coordenação econômica da campanha de Flávio desde agosto e é citado no mercado financeiro como possível ministro do Planejamento. Pessoas próximas do economista afirmam que seu desejo é comandar a Fazenda.

Daniella Marques é cotada para comandar um ministério na área social, que incorporaria a atual pasta das Mulheres. Para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o nome mais forte é o de Flávio Roscoe, empresário que presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais entre 2018 e 2026.

Adriano Pires, economista e especialista no setor energético, é o nome mais cotado para o Ministério de Minas e Energia. Sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Pires foi superintendente-geral da ANP. Desde agosto, coordena a elaboração do plano de governo de Flávio para as áreas de infraestrutura e energia.

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