Segundo o Índice do Varejo Stone, crescimento desacelerou em setembro com recuo de 0,3% ante agosto, mas avançou 5,4% na comparação anual.

Comércio brasileiro registrou crescimento de 6,3% no terceiro trimestre de 2026 na comparação anual, segundo o Índice do Varejo Stone.
As vendas do comércio brasileiro encerraram o terceiro trimestre de 2026 com alta de 6,3% na comparação anual, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação com o segundo trimestre do ano, o comércio registrou crescimento de 1,6%.
Em setembro, o varejo apresentou recuo de 0,3% em relação a agosto, mas avançou 5,4% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o comércio registrou crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025.
No recorte mensal de setembro, três dos oito segmentos acompanhados pela pesquisa apresentaram crescimento. A maior alta foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria com 1,3%, seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo com 0,6% e Artigos Farmacêuticos com 0,5%.
Entre os segmentos que registraram retração mensal estão Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1%), Móveis e Eletrodomésticos (0,9%), Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção (ambos com 0,4%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,2%).
No desempenho do terceiro trimestre, cinco dos oito segmentos registraram alta na comparação com o segundo trimestre de 2026. O maior avanço foi observado em Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo com 4,3%, seguido por Combustíveis e Lubrificantes com 2,8%, Artigos Farmacêuticos com 2,3%, Material de Construção com 0,8% e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico com 0,3%.
No comparativo anual, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes com 13,4%, seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo com 11,9%, Artigos Farmacêuticos com 4,8%, Livros, Jornais, Revistas e Papelaria com 3,6% e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico com 1,4%. Entre os desempenhos negativos, o setor de Tecidos, Vestuário e Calçados teve queda de 4,4%, seguido por Material de Construção com 0,4% e Móveis e Eletrodomésticos com 0,5%.
Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, “a principal leitura é que a renda continua sustentando o consumo, especialmente nos segmentos mais ligados às necessidades do dia a dia, enquanto as condições de crédito seguem limitando os setores mais dependentes de financiamento.”



