Morte de Netinho recoloca linfoma não Hodgkin em foco sanitário

Cantor faleceu aos 60 anos em Salvador após complicações renais. Brasil terá 12,5 mil novos casos anuais até 2028

Morte de Netinho recoloca linfoma não Hodgkin em foco sanitário
Cantor Netinho morreu nesta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em hospital de Salvador. Foto: Reprodução Instagram — Foto: Cantor Netinho morreu nesta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em um hospital de Salvador. (Reprodução Instagram)

Morte do cantor Netinho, aos 60 anos, traz à atenção o linfoma não Hodgkin, grupo de cânceres que afeta células do sistema imunológico.

O cantor Netinho faleceu nesta terça-feira (13) aos 60 anos em Salvador. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o artista estava internado e o quadro evoluiu com comprometimento renal e disfunção de múltiplos órgãos. Netinho havia recebido diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025.

O linfoma não Hodgkin não é uma única doença. São mais de 40 subtipos, com características, velocidades de crescimento e respostas ao tratamento diferentes. Alguns apresentam evolução lenta e podem permanecer controlados por longos períodos, enquanto outros são mais agressivos e exigem tratamento imediato.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 12.560 novos casos por ano de linfoma não Hodgkin entre 2026 e 2028, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres. No Paraná, são estimados 890 novos diagnósticos anuais.

Eduardo Cilião Munhoz, especialista em Hematologia e Oncologia Clínica do Instituto de Oncologia do Paraná (IPO), afirma que “o linfoma não Hodgkin não tem um comportamento único. Existem formas de crescimento mais lento e outras que podem evoluir rapidamente!”. Segundo o médico, “precisamos conhecer o subtipo, a extensão da doença e as condições clínicas do paciente. Essas informações fazem toda a diferença na escolha da melhor estratégia terapêutica.”

Um dos sinais mais frequentes é o aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como gânglios, especialmente no pescoço, axilas e virilhas, muitas vezes sem dor. Febre persistente sem causa aparente, suor noturno intenso, cansaço excessivo e perda de peso involuntária também podem ocorrer.

Segundo orientação de Cilião, “um gânglio aumentado não significa automaticamente um linfoma. O que merece atenção é quando esse aumento persiste, cresce progressivamente ou vem acompanhado de febre sem explicação, suor noturno intenso e perda de peso. Nesses casos, é importante procurar avaliação médica”. A evolução da doença depende principalmente do subtipo, da velocidade de crescimento, da extensão da doença e dos órgãos envolvidos.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress