Flávio lidera segundo turno com 52% contra 48% de Lula, aponta pesquisa BTG

CEO da Nexus destaca que cenário permanece competitivo e abstenção pode ser fator decisivo na eleição de 25 de outubro

Flávio lidera segundo turno com 52% contra 48% de Lula, aponta pesquisa BTG
Flávio Bolsonaro em coletiva em Brasília. Foto: Os números são bastante cruéis para Lula, diz CEO da Nexus — Foto: Os números são bastante cruéis para Lula, diz CEO da Nexus sobre 2º turno

Pesquisa BTG Nexus aponta que o senador Flávio Bolsonaro lidera com vantagem de 4 pontos percentuais no segundo turno presidencial.

A BTG Nexus apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o segundo turno presidencial com vantagem de 4 pontos percentuais, marcando 52% dos votos válidos contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, o cenário eleitoral ainda está longe de estar definido.

No primeiro turno, Flávio saiu das urnas com vantagem de aproximadamente 1,8 ponto percentual, o equivalente a cerca de 2,2 milhões de votos. Considerando a abstenção, essa diferença chegaria a 4 milhões de votos, podendo alcançar quase 4,5 milhões em favor de Flávio.

“Até aqui, Flávio dobrou essa vantagem”, afirmou Tokarski ao programa Hora H.

Tokarski destacou que pesquisas divulgadas na semana anterior — de outros institutos que já realizaram dois levantamentos neste segundo turno — mostram estreitamento da diferença entre os candidatos. Isso indica que Flávio não manteve ritmo forte de crescimento.

“Ele cresce, mas Lula ainda se mantém competitivo”, disse o analista.

Os dados da BTG Nexus mostram que 59% dos eleitores apostam em vitória de Flávio, mas Tokarski ressaltou que “o jogo não está definido ainda”. O analista também apontou mudança de postura na campanha de Flávio como reflexo do cenário apertado. O candidato anunciou que votará a favor do fim da escala 6×1, pauta que Lula trabalhava para conquistar novos votos.

“Flávio deve ter percebido que isso poderia gerar um desgaste”, avaliou Tokarski.

Para o CEO, trata-se de uma eleição com favoritismo de Flávio, mas em que uma virada, embora difícil, “não é impossível”. A abstenção constitui ponto central da análise. Em 21 estados, que somam mais de 90% do eleitorado brasileiro, não haverá eleição para governador em 25 de outubro, o que significa que a única motivação para o eleitor sair de casa será votar para presidente.

Tokarski chamou atenção para risco específico na campanha de Flávio: cerca de 23% de seus eleitores declararam que o principal motivador de voto é a rejeição a Lula, e não a preferência por Flávio.

“Se esse eleitor achar que Flávio já está ganhando a eleição, pode acabar desistindo de comparecer”, alertou.

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