Coordenador petista cita dificuldades em gerar imagens na IA e relata 2,5 mil denúncias na página oficial do presidente em três dias

Coligação que apoia Lula protocolou denúncia à organização internacional acusando a empresa de favorecer campanha de Flávio Bolsonaro.
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou denúncia à Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a Meta por indícios de interferência nas eleições presidenciais no Brasil, nesta terça-feira (14). O anúncio foi feito pelo coordenador da campanha, o senador Camilo Santana (CE), em coletiva de imprensa.
“Estamos representando junto à Agência Nacional de Proteção de Dados e também junto a organizações internacionais, como a OEA, fazendo essa denúncia oficial”, informou Camilo Santana.
A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que representa a campanha de Lula, acusa a Meta de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As acusações envolvem os sistemas do WhatsApp, Instagram e Facebook, plataformas pertencentes à empresa.
Desde o início da semana, a campanha de Lula relata casos nas redes sociais que sugerem favorecimento ao candidato opositor. Segundo Camilo Santana, usuários tiveram dificuldades em gerar imagens na Meta IA com referências à campanha de Lula, mas conseguiram gerar imagens com referências à campanha de Bolsonaro. A página oficial do presidente Lula registrou mais de 2,5 mil denúncias deste tipo nos últimos três dias.
“Mais uma vez a campanha vem denunciar a interferência externa nas eleições e nós sabemos o peso que tem as redes sociais hoje numa eleição presidencial, principalmente uma eleição curta, de poucos dias, que é o caso do segundo turno”, afirmou o coordenador.
Na segunda-feira (13), coordenadores da campanha se reuniram por videochamada com representantes de entidades e partidos políticos de mais de 12 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Chile, para relatar as denúncias. Uma próxima reunião está marcada para quinta-feira (15) com observadores internacionais cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na ocasião, será apresentado um relatório com indícios de favorecimento à campanha de Flávio nas redes sociais. “A gente vai relatar tudo que tem ocorrido de estranho, de indícios que tem interferido na campanha do presidente Lula. Tanto interrupções, derrubada de bloqueio de impulsionamento, interrupção de visualizações”, disse Camilo Santana.
A coligação já acionou o TSE contra plataformas de redes sociais. A última ação ocorreu na segunda-feira (12) contra a X (antigo Twitter) por supostamente restringir publicações favoráveis a Lula e associar a hashtag de um ato de campanha a uma expressão depreciativa.



