Manifestações contra cortes de verbas atingem oito países e resultam em confrontos violentos e prédios incendiados

Manifestações contra cortes de verbas na educação atingem Argentina, Albânia, Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica e Chile nos últimos dias
Estudantes, professores e sindicatos realizam uma onda global de manifestações contra cortes de verbas e precarização do ensino nos últimos dias. Os atos atingiram Argentina, Albânia, Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica e Chile, resultando em prédios ocupados, bloqueios de ruas e confrontos violentos com as forças de segurança.
Na Argentina, os confrontos em Buenos Aires ocorreram porque grupos de manifestantes atiraram pedras e depredaram estruturas em frente ao Congresso, levando a polícia a usar gás lacrimogêneo e jatos de água. O motivo central é a disputa pela Lei de Financiamento Universitário, aprovada em 2025.
O governo de Javier Milei contesta a aplicação da lei, alegando que ela aumenta gastos públicos sem indicar a origem dos recursos. Segundo o governo, a medida comprometeria o equilíbrio fiscal do país. O impasse entre o cumprimento da legislação e o rigor econômico gerou feridos e levou o caso até a Justiça.
Na Europa, as reivindicações variam conforme o país, mas focam na qualidade e no custo da educação. Na Albânia, os estudantes protestam contra as condições das universidades e suspeitas de corrupção governamental, chegando a incendiar o Ministério da Educação.
Na Itália e na França, as críticas envolvem a falta de investimentos, prédios escolares precários e salas de aula superlotadas. Na Espanha, o foco é a rede pública, com professores exigindo melhores salários e menos alunos por turma. Em Portugal, o alvo principal dos protestos é o aumento previsto nas mensalidades universitárias e a falta de moradia.
O governo francês demonstra preocupação com a mudança no perfil dos atos, que começaram em setembro. Segundo comunicados oficiais, as manifestações agora incluem grupos envolvidos em violência urbana e não apenas estudantes. Existe acusação de que movimentos de extrema-esquerda estariam alimentando a desordem. Em Paris, a polícia já precisou intervir com canhões de água para conter incêndios em veículos e quebra de vidraças. O governo monitora o risco de novos episódios graves, afirmando que o movimento perdeu sua característica puramente reivindicatória.
O Chile é o outro destaque da mobilização na América do Sul além da Argentina, enfrentando manifestações similares contra precarização da educação.



