Varejo brasileiro cresce apenas 0,1% em agosto, abaixo das expectativas

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registra desempenho fraco no mês; expectativa era de alta de 0,70%

Varejo brasileiro cresce apenas 0,1% em agosto, abaixo das expectativas
Setor varejista segue com crescimento modesto em agosto. Foto: Equipe InfoMoney

Vendas no varejo crescem apenas 0,1% em agosto ante julho e 0,4% sobre um ano antes, segundo o IBGE

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,1% em agosto na comparação com julho e 0,4% sobre o mesmo mês de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (15). O resultado ficou significativamente abaixo da expectativa de pesquisa da Reuters, que apontava alta de 0,70% na comparação mensal e avanço de 1,45% na comparação anual.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção; e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em agosto caiu 0,2% frente a julho, após crescimento de 0,5% no mês imediatamente anterior. Com esse resultado, a média móvel trimestral para o varejo ampliado voltou a recuar 0,3% no trimestre encerrado em agosto, igualando a variação negativa registrada em junho.

Na comparação anual, o varejo ampliado variou 0,1% em agosto, após ter crescido 1,9% em julho. No acumulado do ano, o setor avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o crescimento chegou a 1,4%.

Entre os oito setores analisados do comércio varejista, seis registraram taxas positivas e duas negativas de julho para agosto, com ajuste sazonal. Os resultados positivos foram Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%).

As quedas foram registradas em Móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%). No varejo ampliado, os dois setores adicionais também tiveram resultado negativo: Veículos e motos, partes e peças (-1,0%) e Material de construção (-2,0%).

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