Flávio Bolsonaro nega que acabará com Bolsa Família se eleito presidente

Candidato do PL reforça nas redes que beneficiários receberão auxílio mesmo após conseguir emprego formal por até dois anos

Flávio Bolsonaro nega que acabará com Bolsa Família se eleito presidente
Flavio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. Foto: Divulgação/Vittor Sales — Foto: Flavio Bolsonaro, candidato à Presidência da República  • Divulgação/Vittor Sales

Flávio Bolsonaro rebateu críticas de que encerraria o programa social. Segundo o candidato, beneficiários poderão manter o auxílio após conseguir emprego.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reforçou nas redes sociais nesta segunda-feira (19) que não eliminará o Bolsa Família se eleito. A declaração responde a acusações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Em vídeo publicado, Flávio afirmou: “Ele [Lula] está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer. É óbvio que isso é mentira. Você que recebe o Bolsa Família fica tranquilo, o seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”.

O candidato do PL apresentou sua proposta para o programa. Segundo ele, beneficiários que conseguissem emprego com carteira assinada ou abrissem própria empresa continuariam recebendo o Bolsa Família por até dois anos. “Se você for demitido, por exemplo, ou a sua empresa não der certo, no mesmo dia você está recebendo o Bolsa Família”, declarou Flávio em outro trecho do vídeo.

Flávio acusou a campanha adversária de espalhar o que chamou de “fake news”. Segundo o candidato, houve “desespero” na campanha de Lula ao explorar suas propostas econômicas.

A preocupação da campanha de Flávio surgiu após declaração de Daniella Marques, auxiliar do candidato para assuntos econômicos, em entrevista à CBN Bahia. Daniella mencionou um período de transição de dois anos no eventual governo Flávio para o Bolsa Família. Conforme ela indicou, o beneficiário seguiria recebendo o auxílio mesmo se conseguisse emprego formal ou abrisse empresa, perdendo o benefício após permanecer mais de 24 meses nesse cenário.

Daniella também afirmou: “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada”. Se houvesse demissão ou a empresa não desse certo nesses dois anos, a pessoa poderia retornar ao programa.

Aliados de Lula começaram a explorar a declaração sobre o período de transição como indicativo de vontade de Flávio de acabar com o Bolsa Família. Flávio respondeu dizendo que a campanha adversária usa “estratégia de botar medo” nos eleitores.

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