PF pede prorrogação de inquérito que investiga Lulinha por tráfico de influência

Polícia Federal argumenta que 60 dias foram insuficientes; diligências envolvem Ministério da Saúde e Dataprev

PF pede prorrogação de inquérito que investiga Lulinha por tráfico de influência
Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha — Foto: Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos; Lula, 48%

A PF pediu prorrogação de inquéritos que investigam o empresário Fábio Luis Lula da Silva por tráfico de influência.

A Polícia Federal pediu prorrogação de inquéritos que investigam o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por tráfico de influência no governo federal. Os pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 2 de outubro, quando venceu o prazo inicial de 60 dias.

De acordo com a Polícia Federal, o prazo inicial não foi suficiente e há diversas diligências em curso. A investigação envolve órgãos como o Ministério da Saúde, a Dataprev e outros órgãos federais. Apesar de os pedidos terem sido remetidos a Mendonça, os casos estão sendo encaminhados ao gabinete do presidente da Corte, Edson Fachin. Ainda não há decisão sobre os pedidos de prorrogação.

“Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso, cujos resultados se revelam essenciais não apenas para o adequado esclarecimento dos fatos, mas também para a delimitação de eventuais novas medidas investigativas que se mostrem necessárias ao completo deslinde do caso”, informou a Polícia Federal.

A Polícia Federal solicitou à área técnica a produção de relatórios para esclarecer as relações de Lulinha, de Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com empresas e agentes públicos. Os investigadores também querem rastrear movimentações financeiras ligadas aos negócios sob suspeita e identificar quem financiou as viagens de Lulinha e Roberta desde 2023.

A investigação busca verificar se os deslocamentos de Lulinha e Roberta coincidiram com os de outros envolvidos. O despacho destaca uma viagem dos dois a Portugal em junho de 2024, dias antes de o Careca do INSS viajar para o mesmo país.

Em outra frente, a Polícia Federal determinou análise técnica para verificar se tratativas do grupo tiveram reflexos em normas do Ministério da Saúde e da Anvisa sobre cannabis medicinal. A investigação ainda busca avançar sobre outros citados nos inquéritos, como o empresário Fernando Bittar e o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que não há nada que justifique a prorrogação e que o caminho deveria ser o arquivamento do inquérito. “O inquérito já dura um ano sem que tenha absolutamente nada que justifique tal prorrogação. Me parece que o caminho natural deveria ser o arquivamento”, disse a defesa.

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