Campanha de Flávio pede cassação de Lula e Alckmin por mensagens no WhatsApp

Ação no TSE acusa governo de usar dados pessoais para envio massivo de mensagens sobre programas sociais durante campanha eleitoral

Campanha de Flávio pede cassação de Lula e Alckmin por mensagens no WhatsApp
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Ricardo Stuckert

Campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro entrou com ação no TSE pedindo a cassação da chapa de Lula e Alckmin por abuso de poder político e econômico

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou nesta terça-feira (20) com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder político e econômico no envio de mensagens do governo federal pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral.

A ação envolve também o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Sidônio Palmeira. A campanha pede ainda que Lula e Sidônio sejam declarados inelegíveis por oito anos.

A campanha acusa o governo de utilizar dados pessoais de milhões de brasileiros, obtidos por meio de bases oficiais, para o envio massivo de mensagens pelo WhatsApp divulgando programas sociais, benefícios e ações governamentais em meio à disputa presidencial. Entre os conteúdos questionados estão mensagens sobre Bolsa Família, Gás do Povo, Luz do Povo, Farmácia Popular, Enem e a medida provisória que proibiu as apostas on-line no Brasil.

“A pauta do Estado é a pauta da campanha”, afirma a defesa de Flávio na petição ao TSE.

A ação cita o programa “Serviço na Ponta”, coordenado pela Casa Civil, com validação de conteúdo pela Secom e operacionalização pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em parceria com a Dataprev. Segundo documentos citados na petição, a fase piloto do programa, voltada à área da saúde, realizou 44 milhões de notificações. Os destinatários foram identificados a partir do cruzamento de CPFs e telefones cadastrados em bases do Gov.br, INSS e Receita Federal.

A campanha de Flávio também apresentou um levantamento de 53 publicações na rede social X com registros de mensagens recebidas da conta GovBR após 4 de julho, quando começou o período de restrição à publicidade institucional. Um dos episódios destacados é o envio de mensagens sobre a medida provisória que proibiu as bets, em setembro, a poucos dias do primeiro turno.

Os advogados apontam a continuidade dos disparos no segundo turno, com mensagens sobre o Enem, a Farmácia Popular e outros serviços públicos. Além da cassação da chapa, a campanha pede uma decisão urgente do TSE para suspender novos envios de mensagens.

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