Pesquisa aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em simulação de segundo turno

Levantamento Meio/Ideia divulgado nesta quarta mostra Flávio com 51,1% contra 48,9% de Lula, com fundador do instituto atribuindo resultado à baixa aprovação do governo

Pesquisa aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em simulação de segundo turno
Simulação de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Ideia — Foto: Ideia: Flávio lidera entre eleitores de Caiado, Zema e Renan; Lula, de Cury

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% contra 48,9% de Lula em simulação de segundo turno, dentro da margem de erro.

Uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulação de segundo turno, com 51,1% e 48,9% dos votos válidos, respectivamente.

O fundador do Instituto Ideia, Mauricio Moura, analisou os dados e destacou que a disputa reflete, sobretudo, o baixo índice de aprovação do governo atual. Segundo Moura, a diferença de dois pontos percentuais a favor de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro, evidencia o grau de equilíbrio da corrida eleitoral.

Medidas recentes adotadas pelo governo — como acenos aos microempreendedores individuais e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 — não foram suficientes para alterar a aprovação governamental, conforme análise de Moura. “A gente vê que essas medidas não surtiram efeito nessa principal variável que é a aprovação de governo”, explicou o especialista.

Para Moura, a aprovação do governo é diretamente correlacionada à intenção de voto, especialmente em eleições de reeleição. “A aprovação de governo é basicamente o resultado da intenção de voto. Então a gente chega, o eleitor chega no segundo turno com o julgamento do governo”, afirmou.

O especialista também apontou que o governo mantém um teto de popularidade historicamente baixo, uma vez que todos os eleitores que votaram no adversário no segundo turno de 2022 nunca aprovaram a atual gestão. “Esse governo sempre teve um teto de popularidade muito baixo”, ressaltou Moura.

O governo teria perdido de três a quatro pontos entre eleitores que o apoiaram anteriormente e passaram a desaprová-lo — margem que, segundo o especialista, corresponde exatamente ao crescimento de Flávio Bolsonaro em relação ao desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

A terceira via registrou o pior desempenho desde 1989 no primeiro turno, com nenhum candidato alcançando mais de 3% dos votos válidos. Moura atribuiu esse resultado a um movimento que chamou de “antipetismo de chegada”: eleitores que inicialmente cogitavam votar em candidatos alternativos acabaram migrando para Flávio Bolsonaro por considerá-lo a melhor opção para tirar o PT do poder.

A maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno — com exceção de Renan Santos (Missão) — sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, conforme informado. Entre os apoiadores estão Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

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