Operação nesta terça-feira (20) mira 14 pessoas e empresas. Prejuízo estimado chega a R$ 6,2 milhões e investigação durou quase um ano.

PCPR prende grupo especializado em furto de cargas que causou prejuízo de R$ 6,2 milhões a empresa de agronegócio. Operação alvo 14 pessoas e empresas.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desmantelou nesta terça-feira (20) uma quadrilha especializada em furto de cargas que causou prejuízo estimado em R$ 6,2 milhões a uma empresa de agronegócio de Maringá, no Noroeste do Paraná.
Segundo as investigações da PCPR, o grupo reunia funcionários da empresa vítima e integrantes de outra companhia que atuavam de forma coordenada para furtar cargas de farelo de milho sem registro devido. Ao todo, 14 pessoas físicas e jurídicas foram alvos da operação realizada em Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.
De acordo com a PCPR, o esquema funcionava a partir da entrada de caminhões vazios no estabelecimento. Os veículos, pertencentes a uma das empresas investigadas, eram carregados com farelo de milho enquanto funcionários da cerealista manipulavam o sistema interno de pesagem para permitir a saída irregular da mercadoria. As cargas eram retiradas sem o registro correto, dificultando o controle do estoque e a identificação dos desvios.
Conforme as apurações, os envolvidos teriam mantido a fraude por anos, com divisão de tarefas entre os participantes. Além do desvio das cargas, a investigação apontou indícios de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros obtidos com a atividade criminosa.
Segundo a PCPR, os suspeitos utilizavam transferências entre contas bancárias, pulverização de recursos e chamadas “contas de passagem” para movimentar valores e dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. Após as primeiras prisões, também teriam adotado medidas para proteger o patrimônio contra possíveis bloqueios judiciais, incluindo transferências de veículos para terceiros, conhecidos como “laranjas”, e negociações simuladas de imóveis rurais para esconder a propriedade real dos bens.
As investigações começaram após integrantes do grupo serem presos em flagrante por furto qualificado em 25 de novembro de 2025. A partir desse episódio, os policiais aprofundaram as diligências e identificaram uma estrutura organizada, com movimentações financeiras milionárias relacionadas aos crimes investigados. A investigação durou quase um ano.
Durante a ação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas bancárias dos investigados, com o objetivo de preservar recursos para uma eventual reparação dos prejuízos.



