Flávio Bolsonaro propõe reforma orçamentária como novo teto de gastos

Equipe do senador busca flexibilizar despesas obrigatórias mantendo rigor fiscal, resgatando lógica de 2016 com ajuste de 1,5% do PIB

Flávio Bolsonaro propõe reforma orçamentária como novo teto de gastos
Flávio Bolsonaro apresenta proposta de reforma orçamentária com apoio de auxiliares na área econômica

Equipe de Flávio Bolsonaro (PL) propõe reforma do Orçamento da União que funcionaria como novo teto de gastos, flexibilizando percentuais obrigatórios sem comprometer rigor fiscal.

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) propõe reforma do Orçamento da União que funcionaria como novo teto de gastos do governo, flexibilizando percentuais mínimos de aplicação de recursos sem comprometer o rigor fiscal. A mudança abrangeria despesas essenciais e obrigatórias mantendo controle sobre a dívida pública.

A proposta resgata a lógica do teto de gastos aprovado em 2016 no governo de Michel Temer (MDB), que limitou a expansão de despesas à inflação. De acordo com defensores da medida, o mecanismo com restrição global impõe escolhas aos gestores e ajuda a conter gastos. Sem alterações nas despesas obrigatórias, o ajuste atual comprime investimentos e custeio.

Um novo teto teria de reformar a estrutura orçamentária para modificar a rigidez dos percentuais de gastos obrigatórios nas áreas de saúde e educação. Daniella Marques, principal auxiliar de Flávio Bolsonaro na área econômica, defende revisar despesas com “orçamento base zero” e partilhar a responsabilidade fiscal entre os Poderes. Segundo Adolfo Sachsida, economista e ex-ministro de Bolsonaro, o ajuste deve ocorrer pelo controle dos gastos, sem novos tributos.

A sinalização combina limite geral com despesas revistas, sem ainda especificar os percentuais alterados de rubricas do Orçamento para alcançar a economia alvo de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A busca por flexibilidade também aparece nas demandas de estados e municípios para superar distorções orçamentárias. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, tem defendido agenda semelhante ao apresentar reforma orçamentária, desindexação de despesas e desvinculação de receitas em eventos com o mercado financeiro.

Em setembro de 2025 foi promulgada a Emenda Constitucional 136/2025, que alterou as regras de pagamento de precatórios e dívidas judiciais de União, estados, Distrito Federal e municípios, visando aliviar a pressão fiscal dos entes federativos. A medida refletiu crescente demanda de governantes por maior flexibilidade orçamentária.

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