TSE alterou sistema no segundo turno e mudou prazos de disponibilização de dados ao público

Desde o primeiro turno, maiores institutos não divulgam detalhamento de sondagens por cidades no site do TSE
Os maiores institutos de pesquisa do Brasil não divulgam de imediato no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o detalhamento das sondagens por municípios e estados onde são feitas as entrevistas, nem disponibilizam a lista de cidades onde pesquisadores coletaram dados. A prática ocorre desde o primeiro turno.
A informação é fundamental para entender perfis de eleitores, regiões abordadas e compreender números como a pesquisa Quaest de ontem, com registro no TSE BR-08535/2026, na qual Flávio Bolsonaro (PL) tem apenas um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Lula da Silva. Nas eleições passadas, esta informação era publicizada no TSE tão logo a pesquisa era divulgada na mídia.
A pesquisa da Quaest apareceu no link do TSE com o aviso: “Pesquisa não possui arquivo de bairros/municípios” — a exemplo de dezenas de outros institutos. Questionada se poderia enviar a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE e apontou o tribunal como dificultador.
“No segundo turno, o TSE implementou mudanças no sistema, passando a exigir a complementação de diversas informações e alterando tanto os prazos quanto a forma de disponibilização desses dados ao público. Como essas definições são de responsabilidade do próprio Tribunal, não temos como antecipar quando as informações estarão disponíveis.”
O Tribunal Superior Eleitoral é responsável por regulamentar e fiscalizar as pesquisas eleitorais no país. Os institutos devem registrar suas pesquisas junto ao órgão conforme as normas estabelecidas, incluindo a metodologia adotada e dados sobre abrangência geográfica das entrevistas.
As mudanças implementadas pelo TSE no segundo turno alteraram os procedimentos de disponibilização pública desses dados, criando defasagem entre o lançamento das pesquisas à mídia e a liberação completa das informações técnicas no sistema do tribunal.



