Disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, alta do petróleo e balanços negativos de empresas de tech criam aversão ao risco

Mercado brasileiro operou sob forte pressão nesta sessão com queda do Ibovespa e alta do dólar, influenciado por pesquisa eleitoral acirrada e alta do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro operou sob forte pressão nesta sessão, impulsionado por uma combinação de fatores internos e externos que criaram ambiente de aversão ao risco.
A divulgação de uma pesquisa eleitoral foi o principal gatilho para a deterioração dos ativos. Os dados mostraram disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a próxima eleição presidencial. Segundo comentarista de economia, o mercado havia aberto praticamente estável, mas piorou significativamente após a divulgação da pesquisa. “Depois que essa pesquisa saiu, houve uma piora geral.”
Os investidores interpretaram os números como sinal de eleição extremamente disputada. A proximidade entre os candidatos gerou dúvidas sobre a alternância de poder, afastando a euforia que havia prevalecido anteriormente. “Uma eleição mais voto a voto,” resumiu a avaliação.
Como reflexo direto da deterioração do cenário político, houve aprofundamento da alta do dólar, pressão nos juros e queda mais acentuada no Ibovespa. As ações da Petrobras chegaram a recuar no momento da divulgação da pesquisa, mesmo com o barril de petróleo operando em alta.
A escalada nos preços do petróleo foi apontada como outro vetor de pressão sobre os mercados. A alta da commodity gera pressão inflacionária em nível global, empurrando os juros para cima na Europa, Estados Unidos e Japão. O Brasil tinha perspectiva de descolamento desse movimento, com expectativa de queda de juros.
No entanto, a pesquisa eleitoral recolocou em dúvida esse cenário, contaminando os ativos locais. Além disso, balanços divulgados por grandes empresas de tecnologia norte-americanas decepcionaram o mercado, intensificando a pressão.
Apesar do recorde de arrecadação divulgado pela Receita Federal, a dívida bruta do país está em aproximadamente R$ 11,2 trilhões, com relação dívida bruta/PIB de 82,9%, segundo dados analisados. Comentarista alertou que o brasileiro enfrenta momento de elevada tributação e altos juros pagos pela dívida pública.



