Polícia investiga seis mortes de crianças em hospital da zona leste de São Paulo

Mais de 30 famílias relatam óbitos de bebês após atendimento na unidade. Casos apontam suspeitas de falhas médicas.

Polícia investiga seis mortes de crianças em hospital da zona leste de São Paulo
Polícia investiga ao menos seis mortes de bebês em hospital da Zona Leste Foto: Google Street View — Foto: Polícia investiga ao menos seis mortes de bebês em hospital da Zona Leste  • Google Street View

A Polícia Civil apura seis mortes de crianças no Hospital e Maternidade Salvalus. Mais de 30 famílias relatam óbitos desde este ano.

A Polícia Civil investiga seis mortes de crianças atendidas no Hospital e Maternidade Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os casos foram comunicados à polícia na quarta-feira (23 de outubro) e são apurados pelo 8º Distrito Policial, no Brás.

Mais de 30 famílias relataram óbitos de bebês e crianças após atendimento na unidade, de acordo com Eduarda Fragnan Gomes, assistente jurídica do escritório que acompanha os casos. A maior parte dos relatos refere-se a ocorrências deste ano, e novas famílias procuraram o escritório após a divulgação das primeiras denúncias.

As vítimas tinham entre 3 meses e 2 anos de idade, além de 1 menino de 12 anos. Os documentos obtidos registram mortes com causas clínicas variadas e trazem relatos de familiares que questionam a assistência prestada durante as internações.

Entre as queixas estão suspeitas de falhas no acompanhamento médico, demora para atendimento de intercorrências e problemas relacionados à higiene. Em um dos boletins de ocorrência, a família de um bebê relatou preocupação com a evolução do quadro clínico após procedimento cirúrgico. Segundo o documento, a mãe afirmou que, depois da administração de medicamentos durante a madrugada, a criança passou a apresentar movimentos repetitivos nas pernas.

A mãe procurou ajuda por estar preocupada com a situação. O relato também aponta questionamentos sobre a assistência médica naquele período e sobre a demora para obter respostas diante dos sinais apresentados pelo bebê. O documento registra a versão da mãe e as circunstâncias narradas por ela, que ainda devem ser esclarecidas na investigação.

Em outro caso, a família de uma criança que permaneceu internada por meses relatou dúvidas sobre a assistência durante o período de hospitalização. Os relatos reunidos pelas famílias apontam suspeitas de falhas na assistência, porém as acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades. A investigação inclui análise dos prontuários médicos e oitiva de profissionais de saúde e testemunhas para esclarecer as circunstâncias e as causas dos óbitos.

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