Preço médio sobe para US$ 4.585 por contêiner de 40 pés, puxado por rotas Ásia-Europa e Transpacífico

Consultoria Drewry informa alta de 2,2% no índice em duas semanas consecutivas, com destaque para aumentos nas rotas comerciais principais
O Índice Mundial de Contêineres (WCI) subiu pela segunda semana consecutiva e atingiu o maior valor em 15 semanas, informou a consultoria global de supply chain Drewry. O preço médio passou de US$ 4.485 para US$ 4.585 por contêiner de 40 pés entre as semanas encerradas em 15 e 22 de outubro.
O valor é mais alto desde a semana de 9 de julho. O incremento no indicador foi puxado especialmente pelas taxas mais altas nas rotas comerciais da Ásia para a Europa e no Transpacífico.
Na rota comercial do Transpacífico, as taxas de Xangai para Los Angeles subiram 2% para US$ 8.007 por contêiner de 40 pés. As tarifas de Xangai para Nova York subiram 1% para US$ 10.166 por contêiner de 40 pés.
Segundo a consultoria, a forte demanda de importação dos EUA continua a sustentar as taxas de frete. A Drewry espera que as taxas permaneçam estáveis na próxima semana.
Na rota comercial Ásia-Europa, as taxas de Xangai para Roterdã aumentaram 3% para US$ 3.632 por contêiner de 40 pés. As de Xangai para Gênova cresceram 5% para US$ 4.152 por contêiner de 40 pés.
Segundo a Drewry, o congestionamento nos principais portos asiáticos diminuiu. Os tempos de espera dos navios em Xangai caíram de 97 horas na semana 38 para 38 horas na semana 42, indicando melhora significativa nas operações portuárias. A consultoria espera que as taxas aumentem ligeiramente na próxima semana em meio à capacidade apertada.
A Drewry avalia que o mercado de frete de contêineres Leste-Oeste permanece incerto. “Riscos de segurança e ataques a navios continuam a afetar os movimentos das embarcações através do Golfo, com apenas dois navios porta-contêineres navegando para o Golfo na Semana 42, contra cinco na semana anterior.”
As navegações através do Canal de Suez aumentaram ligeiramente, de 54 na Semana 41 para 55 na Semana 42. De acordo com a Drewry, as taxas do Transpacífico continuam recebendo suporte da demanda de importação dos EUA, enquanto as transportadoras tentam sustentar as taxas Ásia-Europa por meio de gestão de capacidade e sobretaxas.



