Estudantes lançam livro sobre história do Edifício Miguel Calluf em Curitiba

Trabalho de conclusão de curso de jornalismo da PUCPR resgata 72 anos do prédio icônico do Centro, incluindo relatos de antigos moradores e funcionários

Estudantes lançam livro sobre história do Edifício Miguel Calluf em Curitiba
Inaugurado em 1954, o prédio de 22 andares já foi considerado o maior arranha-céu da cidade. Foto: Stephanie Hemkemaier

Livro-reportagem 'As três vidas do Lord' resgata memória do Edifício Miguel Calluf e será lançado em 3 de novembro na Câmara Municipal

Um grupo de estudantes de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) investigou a história de 72 anos do Edifício Miguel Calluf, localizado na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba. O resultado é o livro-reportagem intitulado “As três vidas do Lord”, que resgata a memória do prédio de 22 andares e oito mil metros quadrados.

O lançamento oficial acontece em 3 de novembro, no auditório da Câmara Municipal de Curitiba, às 19h30, com entrada gratuita. O trabalho foi escrito pelos universitários Camila Lara de Oliveira, Gustavo dos Reis Xavier, Mariana Pereira Souza, Ricardo de Siqueira Pereira, Stephanie Hemkemaier Carneiro e Vinicius de Oliveira Sech como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Inaugurado em dezembro de 1954, o edifício já foi considerado o maior arranha-céu da cidade. Na época, funcionava como “Lord Hotel”, um empreendimento cinco estrelas de alto luxo que hospedou políticos importantes, grandes artistas e comitivas esportivas. Com o passar das décadas, o glamour deu lugar ao declínio comercial.

O prédio trocou de administração e de nome, operando como Hotel Eduardo VII e, mais tarde, Afamia Hotel, até fechar as portas em 2006. Vendido em 2008 para uma empresa por R$ 4 milhões, o edifício abrigou moradores de forma informal em alguns apartamentos do quarto andar entre 2012 e 2014, com o objetivo de manter o espaço ocupado para afastar invasores e pichadores.

O livro resgata esses recortes de tempo e traz relatos inéditos de familiares do fundador, de antigos funcionários e dos moradores da ocupação. A obra também reflete sobre o papel público da reocupação do Centro. Atualmente classificado como uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP), o prédio icônico aguarda a aprovação de incentivos do poder público municipal para que possa ser restaurado e reativado.

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