Senador priorizou outras regiões apesar de residir na capital e obter 51% dos votos no DF, segundo levantamento da CNN.

Levantamento da CNN mostra que Flávio Bolsonaro não realizou atos de rua em Brasília durante a campanha, apesar de residir e coordenar sua campanha na capital.
Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência, não realizou atos de rua em Brasília durante a campanha eleitoral, conforme levantamento da CNN. Apesar de residir na capital federal e coordenar sua campanha na cidade, o candidato priorizou outras regiões para seus compromissos públicos.
Na capital, Flávio desenvolveu atividades de campanha em ambientes fechados. Gravou materiais para programas eleitorais e redes sociais, realizou reuniões de campanha, anunciou apoios de outros partidos políticos no segundo turno e compareceu a uma missa na Catedral da Esplanada. Contudo, não saiu às ruas em atos públicos na cidade durante o período eleitoral.
A ausência foi notada também pela aliada Celina Leão (PP), candidata ao governo do Distrito Federal, que tinha expectativas de realizar atos conjuntos com o senador. Segundo avaliação de aliados, a decisão foi motivada pelo tamanho do colégio eleitoral local. O Distrito Federal possui 2,25 milhões de eleitores aptos, representando apenas o vigésimo maior colégio eleitoral do país, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Embora seja nacionalmente importante como sede do poder, a população votante foi considerada pequena em relação a outros estados.
Apesar da ausência em atos de rua, Flávio obteve votação considerada segura na capital. O candidato ficou à frente de Lula (PT) no Distrito Federal, com 51% dos votos, equivalente a 909.616 eleitores, contra 38% de Lula, que recebeu 675.627 votos.
A campanha também se encerrou sem que Flávio e Michelle Bolsonaro (PL), madrasta e senadora eleita pelo DF, participassem de evento público lado a lado. Os dois tiveram divergências políticas e também rivalizavam pelo espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora afirmem terem resolvido as diferenças, a distância manteve-se durante toda a campanha.
No primeiro turno, o PL saiu vitorioso no Distrito Federal. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL) garantiram as duas cadeiras ao Senado pela unidade federativa, recebendo juntas 56,49% dos votos. Na Câmara dos Deputados, o partido elegeu três dos oito representantes do DF: Alberto Fraga, Thiago Manzoni e Izalci Lucas. Na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), o PL liderou o número de votos recebidos e elegeu cinco candidatos ao Parlamento distrital.



