Arko Advice vê Flávio com leve favoritismo sobre Lula na reta final eleitoral

Vice-presidente da consultoria aponta questão fiscal e governabilidade como principais desafios para próximo presidente

Arko Advice vê Flávio com leve favoritismo sobre Lula na reta final eleitoral
Cabine de votação. Foto: CNN Brasil — Foto: Análise: Eleição mais imprevisível chega ao final em aberto

Analista da Arko Advice avalia que Flávio chega à reta final com vantagem leve sobre presidente Lula, apesar das mobilizações da campanha petista

A Arko Advice aponta que Flávio Bolsonaro (PL) chega à reta final da campanha eleitoral com um leve favoritismo sobre o presidente Lula (PT). Segundo a consultoria, as movimentações da campanha do presidente, que incluem intensificação de medidas, mobilizações de rua e maior presença nas mídias sociais, não foram suficientes para encurtar a vantagem conquistada por Flávio no primeiro turno.

Independentemente do resultado, o próximo presidente enfrentará desafios importantes, segundo Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice. A questão fiscal aparece como prioridade imediata, com pontos críticos que demandam recursos: perda de arrecadação das bets, gastos sociais realizados nos últimos dias e promessas de campanha. “As contas do país já estão em uma situação de bastante fragilidade”, aponta Noronha.

A construção de uma base parlamentar sólida que permita governabilidade e avanço na agenda legislativa é outro desafio crucial. Conforme a análise da Arko Advice, Flávio Bolsonaro deve ter maior facilidade nessa frente devido ao perfil do Congresso Nacional. O PL elegeu as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Para o presidente Lula, a construção dessa base parlamentar pode ser mais desafiadora.

A popularidade também figura como fator importante na governabilidade presidencial. Todo presidente eleito costuma desfrutar de uma “lua de mel” com a população nos primeiros meses de mandato. Porém, diante do cenário polarizado da campanha, a expectativa é de que esse período inicial de alta aprovação não perdure. “Com o país muito dividido, quando a popularidade do presidente acaba não sendo tão alta, o custo de governabilidade também aumenta”, explica Noronha.

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